Senegal está vivendo um momento decisivo na Copa do Mundo de 2026. Nesta quarta-feira, o time conhecido como Leões da Teranga vai enfrentar a Bélgica na fase de 16 avos de final. A trajetória até aqui foi cheia de altos e baixos: após duas derrotas para a França e a Noruega, Senegal deu a volta por cima com uma impressionante vitória de 5 a 0 sobre o Iraque. Esse resultado foi fundamental para garantir uma posição entre os melhores terceiros colocados, graças a um saldo de gols favorável.
Do outro lado, a Bélgica entra como uma leve favorita. Classificada em nono lugar no ranking da FIFA, a seleção belga é reconhecida no cenário europeu. Porém, não é mais a equipe imbatível que já foi. A geração que trouxe estrelas como Eden Hazard e Vincent Kompany já não está mais no auge, e a atual formação, com jogadores como Kevin De Bruyne e Romelu Lukaku, ainda tenta encontrar seu ritmo.
A Bélgica: uma força em transformação
Embora a Bélgica ainda seja considerada uma potência no futebol, a verdade é que a equipe não intimida tanto como antes. Com o fim da chamada “geração dourada”, os Diabos Vermelhos enfrentam dificuldades para manter o mesmo nível de domínio. Mesmo com novos talentos surgindo, a seleção, sob o comando de Rudi García, parece mais vulnerável. Um detalhe que costuma passar despercebido é que alguns jogadores binacionais têm optado por defender outras seleções, como Marrocos e a República Democrática do Congo, o que indica uma perda de atratividade.
A Bélgica acabou liderando seu grupo, mas não foi um caminho tranquilo. Empatou com Egito e Irã antes de garantir uma vitória convincente de 5 a 1 sobre a Nova Zelândia, a equipe mais fraca da chave. Esses resultados mostram que a seleção belga pode ter dificuldades contra adversários do nível do Senegal.
Pape Thiaw e suas mudanças estratégicas
Após uma atuação decepcionante contra a Noruega, o técnico Pape Thiaw recebeu críticas, mas soube se reinventar para o jogo contra o Iraque. Ele fez escolhas ousadas, tirando jogadores como Gora Diouf e Nicolas Jackson da escalação inicial e apostando em Seck, Ismail Jakobs, Habib Diarra e o jovem Ibrahim Mbaye. Essas mudanças trouxeram equilíbrio e energia de volta ao time.
Senegal, com um esquema 4-3-3 mais coeso, recuperou sua intensidade e agressividade nos duelos. O resultado foi uma performance impressionante, com Pape Gueye, que entrou durante a partida, marcando dois gols e Iliman Ndiaye demonstrando sua habilidade técnica.
Elenco forte e opções em abundância
Outro ponto positivo para Senegal é a riqueza de seu elenco. Mesmo com as ausências de Kalidou Koulibaly e do goleiro Édouard Mendy, a equipe conta com jogadores de altíssimo nível em praticamente todas as posições. Mamadou Sarr, que recentemente se transferiu para o Chelsea, ainda não teve a chance de jogar nesta Copa, assim como Iliman Ndiaye, que teve uma boa temporada na Premier League, mas não é titular absoluto.
Essa concorrência interna oferece a Pape Thiaw uma variedade de opções, dependendo do que cada partida exige. A Bélgica pode ser favorita, mas a diferença entre as duas equipes não é tão grande assim. Se Senegal conseguir repetir a intensidade e os ajustes táticos que mostraram contra o Iraque, há uma boa chance de que eles surpreendam neste confronto das oitavas de final.