A Copa do Mundo que acontece no Canadá, Estados Unidos e México está apenas no começo, mas já trouxe algumas reviravoltas inesperadas, especialmente no que diz respeito aos treinadores. É impressionante ver como, em meio a tantos jogos e emoções, já houve várias demissões de técnicos após resultados decepcionantes. Ao todo, sete seleções decidiram mudar de comando para o próximo ciclo, que vai até o Mundial de 2030.
Logo na primeira rodada, a Tunísia fez uma escolha drástica. Após perder para a Suécia por 5 a 1, o técnico Sabri Lamouchi foi dispensado, mesmo tendo mantido a equipe invicta nas Eliminatórias da África. Essa situação não é tão rara assim: ele se tornou o quarto treinador a ser demitido durante um Mundial, seguindo os passos de Carlos Alberto Parreira, que também foi desligado em 1998 enquanto dirigia a Arábia Saudita. Para substituí-lo, a Tunísia trouxe Hervé Renard, mas a situação não melhorou, pois o time acabou perdendo para Japão e Países Baixos na fase de grupos.
Além da Tunísia, outras quatro seleções também decidiram se despedir de seus técnicos após as eliminações. Entre eles, Steve Clarke da Escócia, Hong Myung-Bo da Coreia do Sul, Miroslav Koubek da Tchéquia e Marcelo Bielsa do Uruguai. A saída de Myung-Bo foi especialmente notável, gerando até uma reação do presidente da Coreia do Sul, que pediu investigações sobre a organização do esporte após as derrotas para México e África do Sul. Na volta para casa, ele precisou de proteção especial devido à pressão em cima de sua figura.
Mudanças no Mata-Mata
O mata-mata também não escapou das demissões. Durante a fase de 16-avos, Ronald Koeman, técnico dos Países Baixos, decidiu deixar o cargo após a eliminação nos pênaltis contra Marrocos. Ele expressou sua decepção nas redes sociais, afirmando que todos no time sonhavam em fazer história, mas não conseguiram.
Outro técnico que não continuará é Sebastián Beccacece, do Equador. Apesar de ter levado a seleção ao mata-mata, ele não terá seu contrato renovado após a queda diante do México. Beccacece disse que a eliminação foi uma decepção para o povo equatoriano, que tinha grandes esperanças na equipe.
Futuro Incerto para a Alemanha
Nos próximos dias, a lista de demitidos pode aumentar. Julian Nagelsmann, técnico da Alemanha, está sob pressão após a eliminação nos 16-avos de final contra o Paraguai. Embora ele não tenha colocado seu cargo à disposição, conversas com a Federação Alemã estão em andamento. O presidente Bernd Neuendorf reconheceu que o desempenho da seleção não foi o esperado e mencionou a necessidade de mudanças no futebol alemão. Nagelsmann, que levou a equipe à semifinal da Eurocopa em 2024, afirmou que não está no controle de sua permanência.
Enquanto isso, algumas seleções decidiram manter seus treinadores, independentemente dos resultados. O Brasil, por exemplo, renovou o contrato de Carlo Ancelotti até 2030. O técnico, que chegou em maio de 2025, conquistou a confiança da CBF e já deixou claro que, após o Mundial, as condições para renovação seriam mais complicadas. Thomas Tuchel, da Inglaterra, também tem sua permanência garantida, apesar de algumas críticas sobre o desempenho da equipe.
É curioso como o futebol pode ser tão imprevisível. Em um piscar de olhos, os sonhos de uma seleção podem desmoronar, e, com eles, os destinos de seus comandantes.