Anthony Gordon entrou durante a partida e fez a diferença, dando duas assistências para Harry Kane, que ajudaram a Inglaterra a virar o jogo e vencer a República Democrática do Congo por 2 a 1. Com isso, a seleção garantiu uma vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo 2026 nesta quarta-feira (1º). Kane foi o destaque, marcando um gol de cabeça para empatar e, em seguida, um chute incrível para garantir a vitória faltando apenas quatro minutos. Mas, vale ressaltar, grande parte do sucesso também veio das substituições feitas pelo técnico Thomas Tuchel.
Gordon não só assistiu Kane nos gols, mas também trouxe uma nova energia para o time. Sua entrada foi crucial, e isso mostra como a Inglaterra pode contar com jogadores de qualidade que vêm do banco. Essa dinâmica pode ser um diferencial importante para a sequência do torneio.
Até agora, uma das marcas da campanha inglesa tem sido a habilidade de mudar o rumo das partidas, principalmente através das substituições. No primeiro jogo do Grupo L, por exemplo, Bukayo Saka e Marcus Rashford entraram e ajudaram a garantir uma vitória de 4 a 2 sobre a Croácia, começando a competição com o pé direito. Agora, na partida contra a RD Congo, Tuchel novamente fez mudanças que impactaram o jogo. Gordon, junto com outras substituições, conseguiu aumentar a velocidade e o ritmo da partida.
Mesmo quando Saka e Eberechi Eze não estavam tão ativos, o técnico encontrou maneiras de ajustar a equipe. Ele recuou Declan Rice para a lateral-direita, e essa nova formação se mostrou eficaz, com Rice, Gordon e Kane combinando para chegar ao gol de empate.
Com tantos exemplos de jogadores que podem mudar o cenário do jogo, Tuchel agora tem a confiança necessária para utilizar seus reservas de forma estratégica nas fases decisivas. Ele conta com opções como Eze, Saka, Noni Madueke, Ollie Watkins, Rashford e Morgan Rogers, todos prontos para manter ou até elevar a qualidade do jogo em campo.
Isso nos lembra muito do Arsenal, que teve uma temporada de sucesso sob o comando de Mikel Arteta. Ele sempre destacou a importância dos “finalizadores”, aqueles jogadores que podem ser decisivos mesmo vindo do banco. E, com a Inglaterra focada em jogadas de bola parada e cruzamentos, essa semelhança com os Gunners se torna ainda mais evidente.
A virada contra a RD Congo pode servir como um modelo importante para os próximos jogos, especialmente agora que a Inglaterra se prepara para o desafio contra o México, co-anfitrião do torneio, no Estádio Azteca. Esse será, sem dúvida, um jogo de alta intensidade.
Com isso, Tuchel pode reforçar ainda mais a ideia de que jogadores que entram na partida têm um papel crucial. O futebol eliminatório muitas vezes é decidido nos últimos 30 minutos, quando o cansaço começa a aparecer e os espaços no campo aumentam. Ter a opção de lançar jogadores de alta qualidade nesse momento pode ser a chave para a Inglaterra.
Se a seleção inglesas conseguir conquistar o título da Copa do Mundo 2026, será interessante ver como o trabalho em equipe e as substituições bem pensadas podem ter sido tão importantes quanto o time titular.