O Barcelona voltou a estar em dia com as regras financeiras da LaLiga e, com isso, já pode atuar normalmente na próxima janela de transferências. A novidade foi anunciada pelo clube e já havia sido adiantada pelo presidente da LaLiga, Javier Tebas. Esse retorno ao equilíbrio financeiro, conhecido como regra do “1:1”, permite que o Barcelona reinvista todo o dinheiro que conseguir com vendas de jogadores, cortes na folha salarial ou aumento nas receitas.
O clube havia perdido essa permissão poucos meses após ter conseguido recuperá-la no início de 2025. Naquele momento, o Barcelona registrou Dani Olmo e Pau Víctor, em parte graças à venda de direitos sobre 475 assentos VIP do Spotify Camp Nou. Esse vai e vem financeiro é algo que muitos torcedores acompanham de perto, especialmente com a chegada do mercado de transferências em 2026.
A melhora nas finanças do Barcelona reflete o trabalho da atual gestão, que vem se esforçando para reverter a situação de endividamento que o clube enfrentou nos últimos anos. Para isso, foram adotadas várias medidas para cortar gastos e se alinhar às exigências da LaLiga. O retorno à regra do 1:1 é visto como um marco importante nessa reestruturação e ajuda a traçar um planejamento mais sólido para as próximas contratações.
### Como o Barcelona se readequou financeiramente
Para voltar a se enquadrar nas normas financeiras da LaLiga, o Barcelona adotou uma série de estratégias. Uma delas foi receber 14 milhões de euros pela venda de direitos dos assentos VIP. Além disso, o clube vendeu Ansu Fati para o Monaco por 11 milhões de euros e negociou o goleiro Iñaki Peña com o Panathinaikos por 3 milhões de euros, além de ter feito cortes significativos na folha salarial.
Os esforços da diretoria esportiva, liderada por Deco, foram fundamentais para reduzir os gastos com salários. O retorno ao Spotify Camp Nou também ajudou a aumentar a arrecadação com bilheteira. Novos contratos comerciais elevaram as receitas de patrocínio a níveis recordes, o que é sempre uma boa notícia para o clube.
### Expectativas para o futuro
Em março, a situação financeira do Barcelona já mostrava sinais de melhora, com a LaLiga aumentando o limite de gastos do clube de 351 milhões para 432 milhões de euros. A expectativa é que esse teto possa ser elevado novamente na próxima atualização. A saída de Robert Lewandowski ajudou bastante, pois o clube economizou com o salário do atacante polonês, o que deve permitir a inscrição de novos jogadores, como Anthony Gordon. E se o Atlético de Madrid aceitar negociar Julián Álvarez, o Barcelona também poderá registrá-lo.
Apesar desse alívio financeiro, o clube adota uma postura cautelosa. A diretoria está ciente de que a situação pode se complicar novamente na próxima temporada, especialmente quando o Barcelona tiver que deixar temporariamente o Spotify Camp Nou para as obras de cobertura do estádio. Isso pode impactar as receitas de bilheteira e trazer novos desafios.