Fernando Seabra vai continuar no comando do Coritiba para a temporada de 2026. A situação estava bem encaminhada para que ele se juntasse ao Vasco, com detalhes sobre salário e comissão técnica já definidos. Mas, para a surpresa de muitos, o time carioca não conseguiu honrar as obrigações financeiras necessárias para efetivar a mudança, e o que parecia um acerto certo acabou desmoronando.
A informação foi inicialmente divulgada pelo jornalista Rogério Scarione e confirmada por outros veículos. Na madrugada da última quinta-feira, o empresário de Seabra, Hugo Magalhães, até postou uma foto nas redes sociais ao lado do técnico, celebrando o que parecia ser um novo capítulo na carreira dele. Porém, a realidade é que o Vasco não tinha recursos para pagar a multa rescisória, que girava em torno de R$ 4 milhões. O Coritiba não aceitou a proposta de parcelamento e queria receber o valor integral de uma só vez. Como o Cruzmaltino estava enfrentando uma crise financeira, não conseguiu arcar com essa quantia de imediato.
Na tentativa de resolver a situação, Hugo Magalhães se ofereceu para ajudar a pagar parte da multa, com a promessa de que o Vasco reembolsaria depois. A proposta do clube carioca incluía cerca de R$ 1,5 milhão para toda a comissão técnica, que contaria com dois auxiliares, um preparador físico e um analista de desempenho. Esse valor era três vezes maior do que os salários que Seabra e sua equipe recebiam no Coritiba.
Nos bastidores, Fernando Seabra se tornou a principal opção do Vasco após uma negociação frustrada com Franclim Carvalho, técnico do Botafogo. Na quarta-feira, dia 1º, Seabra aceitou a proposta do Vasco. Ele havia conduzido normalmente o treino no CT da Graciosa, se preparando para jogos-treinos contra Internacional e Chapecoense. O salário mais alto oferecido pelo Vasco chamou a atenção dele, que conversou em particular com alguns jogadores do Coritiba, revelando que estava em dúvida e pedindo opiniões de atletas mais experientes.
Enquanto isso, o Coritiba negava qualquer acerto, mas, na verdade, a ida de Seabra para o Vasco dependia apenas de questões burocráticas, como acertos salariais e comissões. O clima era de certeza nos corredores do Vasco, onde a negociação parecia apenas uma questão de tempo, dependendo do pagamento da multa. Para finalizar o processo, o diretor executivo Admar Lopes foi a Curitiba para dar os últimos toques na negociação.
Seabra chegou ao Coritiba no início da temporada e já comandou o time em 28 partidas, com um desempenho que inclui 11 vitórias, nove empates e oito derrotas. Internamente, o trabalho dele era visto com bons olhos, com uma visão de longo prazo e espaço para evolução, além de uma boa identificação com a proposta do clube desde o começo do ano.