A Argentina vem mostrando uma trajetória impressionante na Copa do Mundo, superando seleções como Cabo Verde, Egito e Suíça. O time tem se apoiado em Lionel Messi, que continua a brilhar mesmo com o passar do tempo, trazendo vitórias em momentos que pareciam impossíveis. Essa imagem de um campeão, no entanto, foi colocada à prova na semifinal contra a Inglaterra, onde a equipe parecia em apuros.
Até o jogo em Atlanta, muitos acreditavam que as vitórias da Argentina eram apenas fruto da genialidade de Messi. Mas, ao que tudo indica, essa seleção é muito mais do que o craque do PSG. É um time coeso, que se destaca tanto pela habilidade individual quanto pelo esforço coletivo. Como disse o ex-jogador Jorge Valdano: “O futebol é um jogo excepcionalmente humano e contraditório”. E essa ideia fica clara quando observamos a maneira como a Argentina se reergue nos momentos de dificuldade.
No confronto contra a Inglaterra, a Argentina estava perdendo por 1 a 0, e parecia que nada mudaria. O gol de Gordon, marcado aos 55 minutos, deixava a equipe em uma situação complicada. Apesar de pressionar os ingleses e dominar a posse de bola, a Argentina não conseguia concretizar suas chances. A bola parecia ter um destino certo: ou nas mãos do goleiro Pickford ou na trave.
Mas essa Argentina de Scaloni não se entrega facilmente. A equipe encontrou forças para se reinventar no segundo tempo. E, em apenas seis minutos mágicos, entre os 85 e 92 minutos, tudo mudou. Enzo Fernández empatou o jogo e, logo em seguida, Lautaro Martínez virou o placar, deixando os ingleses sem reação. Esse momento foi a prova de que a Argentina não depende apenas de Messi, mas de um elenco forte e unido.
Entre os destaques do time estão o goleiro Emiliano Martínez, os zagueiros Romero e Lisandro, o volante Paredes e os meias Mac Allister e Enzo. E, claro, Lautaro Martínez, que aparece como um verdadeiro salvador quando a situação fica complicada. Todos esses jogadores estão alinhados com as ideias do técnico Lionel Scaloni, que combina tradição e modernidade em seu estilo de jogo.
É interessante notar que, apesar da rivalidade intensa, o ódio direcionado à Argentina não traz grandes resultados. O time parece até gostar dessa pressão e da expectativa que gera entre os adversários. A Copa do Mundo está cheia de surpresas e, com a Argentina na final, quem sabe o que mais nos espera?