Neste domingo, a final da Copa do Mundo de 2026 vai colocar frente a frente Espanha e Argentina. Este é apenas o segundo encontro entre esses dois gigantes na história do torneio. O primeiro aconteceu há 60 anos, em 13 de julho de 1966, durante o Mundial da Inglaterra, e a Argentina saiu vitoriosa, encerrando um ciclo promissor da seleção espanhola.
Naquela época, a Espanha contava com uma seleção repleta de estrelas, como Paco Gento e Luis Suárez, sob o comando do experiente José Villalonga. Já a Argentina não era vista como favorita, especialmente após passar por uma troca de treinadores. José María Minella, Osvaldo Zubeldía e, finalmente, Juan Carlos Lorenzo, eram os responsáveis pelo time que, apesar de ter bons jogadores, não gerava grandes expectativas.
A expectativa era baixa, mas a vitória sobre a Espanha deu início a um novo capítulo na história da seleção argentina. A Espanha havia sido campeã da Eurocopa dois anos antes e contava com jogadores que brilhavam em grandes clubes como Real Madrid e Barcelona. No entanto, dentro de campo, as coisas não saíram como esperado para os europeus.
O jogo começou equilibrado, com chances para ambas as seleções. Foi Jorge Solari que, após uma bela jogada, deixou Luis Artime em uma boa posição para abrir o placar. A Espanha empatou rapidamente com Jose Martinez Pirri, mas Artime estava em um dia inspirado. Ele recebeu um passe de Ermindo Onega e, com um chute potente, garantiu a vitória para os argentinos. A FIFA disponibilizou 15 minutos dos melhores momentos dessa partida no YouTube, caso alguém queira relembrar.
O relato do jornalista argentino Osvaldo Ardizzone, que acompanhou a partida de perto, captura bem a emoção daquele momento. Ele escreveu que, independentemente do que aconteceria depois, queria saborear aqueles 90 minutos de glória, expressando que uma equipe não é apenas um conjunto de jogadores, mas sim um grupo unido por um sentimento comum. E foi exatamente isso que a Argentina fez naquela tarde.
Após essa vitória marcante, a Argentina teve um jogo difícil contra a Alemanha Ocidental, que se tornaria a vice-campeã, e ainda venceu a Suíça, garantindo uma vaga nas quartas de final. Infelizmente, o time foi eliminado pela Inglaterra em um jogo polêmico, que ficou marcado pela expulsão do capitão Antonio Rattín. Essa partida acendeu a rivalidade entre argentinos e ingleses.
A imprensa destacou a bravura da seleção argentina, chamando-os de “vencedores mesmo na derrota”. Para eles, a equipe jogou com determinação e sempre buscou o gol adversário. Por outro lado, a Espanha, depois de perder para a Argentina, até conseguiu vencer a Suíça, mas também foi eliminada na fase de grupos, repetindo o fracasso do Mundial anterior.
A geração espanhola que competiu em 1966 não conseguiu repetir os feitos da Eurocopa e, após aquele torneio, o país levou 12 anos para retornar a uma Copa do Mundo, em 1978. Desde então, a Espanha não ficou mais de fora de um torneio mundial e conquistou o tão sonhado título em 2010. Agora, 16 anos depois daquela conquista, a Fúria busca o bi com uma nova geração promissora. A Argentina, tricampeã e em busca do tetra, promete dar o seu melhor para conquistar mais um título. A partida será às 16h (horário de Brasília) deste domingo.