Argentina projeta futuro sem Messi após vice na Copa do Mundo

A Copa do Mundo de 2026 chegou ao fim, e a Argentina, que sonhava com o título, teve que se contentar com o vice-campeonato após uma derrota de 1 a 0 para a Espanha. Agora, o futuro da seleção albiceleste é uma incógnita. Com Lionel Messi já aos 39 anos, sua participação em um próximo Mundial parece quase impossível. Além disso, o técnico Lionel Scaloni, cujo contrato termina em dezembro, ainda não confirmou se continuará no cargo, embora tenha boas relações com a federação e esteja em negociações para renovar.

Na coletiva pós-jogo, Scaloni mencionou que precisa de um tempo para refletir sobre seu futuro. Ele comentou: “Tenho uma ideia do que quero fazer, mas preciso avaliar se serei capaz de repetir algo tão grandioso quanto isso.” Essa declaração deixou muitos torcedores apreensivos. A equipe também passará por uma grande mudança, já que vários jogadores que foram campeões em 2022 estão se aposentando ou se afastando da seleção. É o caso de nomes como Nicolás Otamendi, Nicolás Tagliafico, Leandro Paredes, Rodrigo De Paul e Gerónimo Rulli, que provavelmente não farão parte do próximo ciclo.

Um Novo Começo para a Argentina?

Com essa saída de ídolos, a expectativa agora é saber quem irá ocupar essas vagas e formar a nova geração da seleção. Durante o ciclo para a Copa de 2026, Scaloni teve a oportunidade de testar novos talentos. Alguns nomes, como Leonardo Balerdi e Marcos Senesi na zaga, e os jovens Valentín Barco e Nico Paz no meio-campo, se destacaram e podem ganhar mais espaço. A Argentina precisa avaliar todos os setores da equipe para descobrir quem será a nova espinha dorsal até 2030.

Um ponto que merece atenção é a posição de goleiro. Emiliano “Dibu” Martínez, que já é o titular da seleção, e Gerónimo Rulli, o reserva, podem também estar se despedindo da Albiceleste. Embora seja comum que goleiros joguem até mais tarde, a equipe terá que considerar suas opções. Muitos torcedores estão otimistas, acreditando que há uma boa geração de jogadores prontos para assumir a responsabilidade. Graciela Basiano, uma torcedora apaixonada, comentou sobre a nova safra: “Acredito que temos material suficiente para substituir os grandes nomes que estão saindo. Além de Balerdi e Senesi, há jovens como Tomás Palacios no Estudiantes que estão se destacando.”

As Laterais em Foco

Outro desafio para a seleção argentina são as laterais. Para a Copa de 2026, Scaloni utilizou Nahuel Molina e Gonzalo Montiel no lado direito, enquanto Nicolás Tagliafico foi o único lateral-esquerdo convocado. Com a possível saída de Tagliafico, a lateral esquerda se tornará uma preocupação importante. A Argentina enfrenta dificuldades semelhantes ao Brasil, ao tentar encontrar laterais de alto nível.

Valentín Barco, que se destacou mais como meio-campista, também é uma alternativa para a lateral esquerda. No lado direito, Molina e Montiel estarão em boa idade para 2030, com 32 e 33 anos, respectivamente.

A Despedida de Messi

Por último, mas não menos importante, a despedida de Lionel Messi está no horizonte. Ele disputou seis Copas do Mundo e conquistou seu primeiro título em 2022. A expectativa é que, aos 39 anos, Messi não participe mais de um Mundial, já que em 2030 estará com 43 anos. Para muitos torcedores, imaginar uma seleção argentina sem ele é quase impensável.

Messi, o maior goleador da história da seleção, com 124 gols, deixa um legado imenso. A pergunta que fica é quem poderá ocupar esse espaço. Muitos acreditam que Nico Paz pode ser o sucessor natural, embora ele ainda esteja no início de sua carreira com a seleção. Graciela expressou seus sentimentos: “O Messi é o Messi. Um dia ele terá que ser substituído, mas estamos falando do melhor jogador da história do futebol. Ele fará falta.”

A Argentina se prepara para um novo ciclo, com a esperança de que novos talentos possam brilhar e continuar a tradição do futebol argentino.

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Rafael Souza