Desafios da função de Olise na Copa do Mundo para o Bayern

O desempenho de alguns jogadores na última Copa do Mundo pode influenciar bastante as equipes europeias na temporada de 2026/27. Um exemplo interessante é o Bayern de Munique, sob a direção de Vincent Kompany, que teve um de seus grandes talentos, Michael Olise, se destacando de forma diferente na seleção francesa. O jogador de 24 anos terminou a competição em quarto lugar, mas não sem deixar sua marca: ele acumulou sete assistências, superando o recorde anterior de Pelé, que tinha feito seis passes para gol em 1970.

Curiosamente, Olise não jogou tanto na ponta direita, como faz pelo Bayern. Durante a Copa, ele atuou como meia central, um papel que lhe permitiu brilhar de forma mais intensa. Na verdade, ele passou a maior parte do tempo no meio do campo, mesmo que a equipe francesa jogasse em um esquema 4-2-3-1, que também é utilizado pelo Bayern. No entanto, a maneira como cada técnico aborda essa posição é bem diferente.

### A Atuação de Olise na Seleção Francesa

Quando falamos de Didier Deschamps, ele é conhecido por adaptar seu estilo aos jogadores que tem em mãos. Na Copa de 2026, ele montou um ataque ousado, com Olise, Kylian Mbappé e outros craques, permitindo mais liberdade ao meia central. Isso significa que Olise tinha espaço para flutuar e ajudar tanto na defesa quanto no ataque, algo que os jogadores nas pontas, como Dembélé, não podiam fazer.

Logo no primeiro jogo, Olise já mostrou sua capacidade de criar jogadas. Ele se destacou ao colocar Mbappé em uma posição perfeita para abrir o placar. Durante a Copa, ele fez assistências incríveis, com uma média de 73 ações com a bola, o que é um número bastante expressivo para um atacante. Ele se destacou em várias estatísticas, como passes decisivos e dribles certos, mostrando que realmente estava em um nível elevado.

### A Filosofia de Kompany no Bayern

A filosofia do Bayern de Kompany é um pouco diferente da de Deschamps. O time alemão segue a ideia do Jogo de Posição, que foi influenciada por Pep Guardiola. Isso significa que o campo é dividido em faixas verticais, e os jogadores precisam ocupar essas posições de forma estratégica. Olise, como ponta direita, dá amplitude ao jogo, criando espaço para o lateral-direito e, em algumas ocasiões, subindo para o ataque.

Embora Olise tenha mostrado suas habilidades como meia em algumas oportunidades, na prática, ele se destaca mais na ponta. O treinador optou por usar Jamal Musiala como meia central, um jogador que também é muito criativo e tem um bom controle de bola. Olise ficou mais na função de ponta, onde conseguiu brilhar com 19 assistências na Bundesliga.

Kompany teve suas razões para fazer essas escolhas. O centroavante Harry Kane, por exemplo, é bastante móvel e precisa de um meia que possa atacar a área de forma eficiente — algo que Gnabry fez muito bem antes de se machucar. O Bayern, mesmo com essas mudanças, se consolidou como um dos melhores times da última temporada, conquistando a Bundesliga e a Copa da Alemanha.

Olise, por sua vez, continua a ser um jogador em ascensão. Antes da Copa, ele já era considerado um dos melhores do mundo, e seu desempenho na seleção só reforçou isso. Agora, Kompany tem um plano para a próxima temporada, mantendo a estrutura que funcionou bem, com Musiala como meia, Olise na direita, e Kane na frente.

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Rafael Souza