O futebol feminino brasileiro acaba de ganhar um novo capítulo empolgante com a chegada de Kerolin, ex-jogadora do Manchester City, ao Barcelona. A atacante de 26 anos foi anunciada oficialmente nesta terça-feira (4) e a negociação girou em torno de 1,2 milhão de libras, ou cerca de R$ 8,2 milhões. Essa quantia não é apenas um número: ela faz de Kerolin a jogadora brasileira mais cara da história, além de ser a maior venda da Women’s Super League (WSL) e a maior aquisição do Barça no futebol feminino.
Esse movimento surpreendeu, já que o Barcelona não estava planejando romper seu teto de gastos em contratações. Antes de Kerolin, o recorde pertencia à meio-campista Keira Walsh, que foi para o clube catalão em 2022 por 470 mil euros. Mas, com a chegada de Kerolin, a dinâmica mudou completamente. As tratativas entre o City e o Barça se estenderam por semanas e, segundo informações, o clube espanhol fez pelo menos duas propostas que foram rejeitadas antes de finalmente conseguir a contratação.
Kerolin é, sem dúvida, uma jogadora diferente. Sua habilidade de driblar e superar defensoras em situações individuais traz uma nova dimensão ao ataque do Barcelona, que também está lidando com algumas saídas importantes. Jogadoras como Salma Paralluelo, que se transferiu para o Lyon, e Alexia Putellas, que assinou com o London City Lionesses, deixaram uma lacuna que Kerolin certamente ajudará a preencher.
O Barcelona destacou a qualidade técnica de Kerolin, ressaltando que ela traz criatividade e opções ofensivas para um time que busca sempre a excelência. O clube não hesitou em afirmar que essa contratação reflete sua ambição de reunir as melhores jogadoras do mundo. Com um contrato que se estende até 2030, Kerolin chega ao Barça com um status elevado, especialmente após um ano de sucesso em Manchester, onde foi peça-chave na conquista da WSL 2025/26, anotando nove gols em 15 jogos.
Além do sucesso em clubes, Kerolin tem se tornado cada vez mais relevante para a seleção brasileira. Ela participou da Copa do Mundo de 2023 na Austrália e na Nova Zelândia e superou uma séria lesão para ajudar o Brasil a conquistar a medalha de prata nas Olimpíadas de Paris em 2024. Sua trajetória ainda inclui um papel fundamental na conquista do título da Copa América em 2025, o que certamente a coloca como uma figura central no time sob o comando do técnico Arthur Elias, especialmente com as reformulações que estão por vir até a Copa de 2027.