Desde que chegou ao Milan, Ruben Amorim tem enfrentado um grande desafio: a reconstrução do elenco. Isso não envolve apenas trazer novos jogadores, mas também encontrar novos destinos para aqueles que já não fazem parte dos planos da equipe. A ideia é dar uma “arejada” no time, e para isso, o técnico começou a listar quais atletas não devem fazer parte do seu projeto.
Entre os jogadores que podem deixar o San Siro estão nomes como Fikayo Tomori, Christopher Nkunku e Youssouf Fofana. Outros atletas, como David Odogu, Pervis Estupinan e Santiago Gimenez, também estão na lista de possíveis vendas. Na prática, isso significa que muitos deles já podem ter o futuro definido. Por exemplo, o Coventry City, time dirigido por Frank Lampard, está de olho em Tomori, enquanto o Crystal Palace, Nottingham Forest e Villarreal estão interessados em Fofana.
Recentemente, Amorim se reuniu com a diretoria do Milan para discutir seus planos para a temporada. O foco é implementar seu esquema tático e garantir que o time se adapte, algo que não aconteceu em sua passagem anterior pelo Manchester United. Durante essa conversa, um dos assuntos mais debatidos foi o futuro de Rafael Leão, que está sendo especulado para o Galatasaray e o Leeds. O jogador já expressou seu desejo de deixar o Milan, e a diretoria quer resolver essa questão o quanto antes.
Os dirigentes do Milan prometeram apoiar Amorim nas transferências, tentando agilizar o processo, sem esperar até o final de agosto para completar o elenco. Contudo, eles têm encontrado dificuldades para viabilizar as contratações desejadas. Além disso, um dos principais desafios para o treinador é recolocar o Milan no topo do futebol italiano e nas competições europeias, especialmente após a equipe ter ficado de fora da Champions League por terminar em quinto lugar na Serie A.
Amorim tem um elenco que necessita de ajustes significativos. Até agora, apenas três novos jogadores chegaram a Milanello, e a falta de vendas de atletas que não se encaixam no novo modelo tem sido um obstáculo. O temor da diretoria é que o departamento de vendas não esteja funcionando como deveria.
Outro ponto a ser considerado é o tempo restante dos contratos dos jogadores. Tomori e Loftus-Cheek têm vínculo até junho de 2027, enquanto Fofana, Musah e Leão vão até junho de 2028. Isso traz uma pressão adicional, já que, sem as saídas, a chegada de novos jogadores fica bloqueada. Amorim precisa de atletas que se encaixem no seu estilo de jogo, e as contratações dependem da movimentação no mercado.
Com a estreia do Milan na Série A se aproximando — a equipe enfrenta o Torino no próximo domingo (23) —, o tempo está correndo. O desafio é grande, mas a expectativa é que, com as mudanças, o Milan consiga voltar a brilhar nas competições.