Antes da seleção brasileira estrear na Copa do Mundo, Taffarel, o preparador de goleiros, deu uma entrevista ao diário “As”. Ele falou sobre a convocação de Weverton, destacando a experiência dele como um ponto importante. Também foi questionado sobre a ausência de Fábio, o goleiro do Fluminense, que, aos 45 anos, ainda brilha em campo. Taffarel explicou que, apesar da boa fase de Fábio, a escolha recaiu sobre Weverton, que já tinha sido convocado anteriormente.
Para Taffarel, a experiência de Fábio foi uma vantagem, mas ele destacou que o goleiro não está mais nos planos da seleção. O preparador mencionou que, se Weverton não tivesse sido convocado, a lista teria incluído outros goleiros mais jovens, como Bento, Hugo Souza e John. A decisão mostra que a equipe está olhando para o futuro, buscando mesclar experiência com renovação.
É interessante notar, porém, que, ao contrário do que Taffarel afirmou, Fábio nunca teve uma fase marcante na seleção principal. Apesar de ter conquistado o Sul-Americano e o Mundial sub-17 em 1997, ele não jogou nenhuma partida pela equipe principal. Acumulou algumas convocações em amistosos e competições como a Copa das Confederações de 2003 e a Copa América de 2004, mas a última vez que esteve na lista da seleção foi em 2011.
Desde então, Fábio se destacou no Cruzeiro, onde foi bicampeão brasileiro e campeão da Copa do Brasil, e atualmente brilha no Fluminense, conquistando a Copa Libertadores e a Recopa Sul-Americana. Ele se tornou um verdadeiro símbolo de longevidade, com um total impressionante de 1.442 partidas oficiais ao longo da carreira.
Em uma entrevista recente, Fábio expressou sua frustração por não ter mais oportunidades na seleção. Ele afirmou que não joga para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), mas sim para Deus e para os clubes em que atuou. “Minha seleção é fazer o meu melhor todos os dias”, disse ele. O goleiro ainda comentou sobre como, anos atrás, a justificativa para sua não convocação era sempre a busca por jogadores mais jovens, mas acredita que todos os convocados têm suas histórias e méritos.
Fábio encerrou sua fala de forma reflexiva, indicando que, na dinâmica do futebol, há muito a ser considerado quando se trata de convocações. Ele mencionou que algumas decisões são complexas e que é melhor não entrar em detalhes. É uma conversa que revela a paixão e o comprometimento que ele ainda tem pelo futebol, mesmo diante das dificuldades.