Times que se destacaram no mercado de transferências europeu

A janela de transferências de 2026/27 está na reta final, e uma coisa ficou clara: o dinheiro não faltou, mas nem todos os clubes souberam aproveitar bem essa oportunidade. A Premier League segue dominando os maiores investimentos, mas times como Real Madrid, Juventus e PSG também abriram os cofres. Curiosamente, algumas das movimentações mais interessantes vieram de clubes que não estão entre os que mais gastaram.

Contratar jogadores famosos não é o único critério para uma janela de transferências positiva. O que realmente importa é entender as necessidades do elenco, encontrar os jogadores que podem resolver essas questões e, claro, encaixar tudo isso em uma estratégia de jogo. Com isso em mente, vamos dar uma olhada em cinco clubes que se destacaram no mercado: Fiorentina, Ajax, Internazionale, Real Madrid e Aston Villa.

Fiorentina: uma grande transformação e Mastantuono como destaque

A Fiorentina é um exemplo claro de mudança. Após uma temporada complicada em 2025/26, onde quase lutou contra o rebaixamento, o clube confiou a Fabio Paratici a tarefa de reformular praticamente todo o elenco. Foram cerca de dez novas contratações, incluindo Radu Dragusin, Crist Oulai, Arthur Atta e o brasileiro Viery, além de reforços nas laterais. Mas o nome que se destaca é Franco Mastantuono, jovem argentino emprestado pelo Real Madrid.

Mastantuono, de apenas 18 anos, encontrou na Fiorentina a chance de brilhar, algo que provavelmente não teria no Madrid. A proposta do clube italiano o convenceu, apresentando um projeto onde ele será protagonista. O interessante é que o empréstimo não inclui opção de compra, o que mostra que o Real ainda vê potencial no jogador para o futuro.

No primeiro jogo da temporada, a Fiorentina jogou em um 4-3-2-1, uma formação que pode ser muito benéfica para Mastantuono, permitindo que ele atue mais livremente. Ele traz a criatividade que o time tanto precisava, oferecendo a habilidade de receber passes e criar jogadas no ataque. O investimento total já chega a quase 100 milhões de euros, mas a equipe se apresenta muito diferente e mais competitiva do que na última temporada.

Ajax: mesclando juventude e experiência

O Ajax fez um movimento inteligente ao combinar a formação de jovens talentos com a contratação de jogadores experientes. A chegada de Julian Brandt, por exemplo, foi um grande acerto. Ele chegou de graça após sete temporadas no Borussia Dortmund e traz uma bagagem importante, com experiência em competições como a Bundesliga e a Champions League. Além dele, o goleiro Marc-André ter Stegen, emprestado, e o atacante Marcos Leonardo, contratado por cerca de 20 milhões de euros, são adições valiosas.

Um detalhe que costuma passar despercebido é a contratação de Caio Henrique, lateral brasileiro que chegou do Monaco. Ele não só traz qualidade, mas também liderança, algo que o Ajax valorizou muito. O resultado é um elenco mais forte, preparado para competir, sem abrir mão da filosofia de desenvolvimento de novos talentos que é a essência do clube.

Internazionale: renovação sem perder a base

A Internazionale enfrentou um desafio interessante: como renovar um elenco campeão sem desmantelar a estrutura que levou ao sucesso. O clube optou por uma mistura de experiência e juventude. A saída de jogadores mais velhos abriu espaço para a chegada de nomes como John Stones, que chegou de graça, e Djed Spence, contratado por 30 milhões de libras.

Stones traz um histórico de vitórias e experiência, enquanto Spence adiciona energia e velocidade, características que combinam bem com o estilo de jogo da Inter. O mais importante é que a equipe manteve seu núcleo ofensivo, com Lautaro Martínez e Marcus Thuram ainda à disposição. Essa abordagem mais cautelosa pode não ser tão chamativa quanto as movimentações da Premier League, mas mostra uma inteligência estratégica ao evitar grandes reviravoltas.

Real Madrid: uma mudança radical com Mourinho

O Real Madrid se destacou na janela de transferências, fazendo uma revolução significativa no elenco. Após uma temporada sem títulos, José Mourinho voltou ao comando e teve a missão de reformular o time. O investimento foi pesado, cerca de 225 milhões de euros, com seis reforços: Yan Diomande, Marc Cucurella, Carlos Espí, Denzel Dumfries, Ibrahima Konaté e Bernardo Silva.

Diomande é uma promessa de futuro, enquanto Cucurella e Bernardo Silva trazem experiência e versatilidade. O interessante é que Konaté e Bernardo chegaram sem custo de transferência, mostrando que o clube também soube negociar bem. O Real identificou áreas que precisavam de reforços e fez contratações certeiras para cada setor, equilibrando juventude e experiência.

Aston Villa: profundidade e continuidade no projeto de Emery

O Aston Villa também saiu da janela de transferências mais forte. A equipe, comandada por Unai Emery, perdeu alguns jogadores-chave, mas fez boas contratações para preencher essas lacunas. Johan Mazambi, destaque da Suíça na Copa do Mundo, chegou por 60 milhões de euros, enquanto João Gomes foi trazido do Wolverhampton por cerca de 40 milhões, oferecendo uma opção mais jovem e econômica no meio-campo.

Além disso, Matteo Ruggeri, que chegou do Atlético de Madrid, e Alejandro Garnacho, por empréstimo, adicionam qualidade e profundidade ao elenco. Zion Suzuki, goleiro que se destacou na Copa do Mundo pelo Japão, também foi contratado para fortalecer a posição de goleiro. O Aston Villa se preparou bem para continuar seu crescimento, mantendo a essência do projeto de Emery enquanto traz novos talentos para o time.

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Rafael Souza