Recentemente, o goleiro Santos, do Athletico, tem enfrentado críticas por suas falhas em jogos importantes, como contra o Vitória e o Fluminense. Algumas pessoas até sugerem que ele deveria se aposentar, mas essa visão parece simplista. No futebol, as coisas não são tão fáceis de resolver quanto muitos pensam.
Vale lembrar que as falhas de Santos não são comuns. Ele é um goleiro que já mostrou seu valor em momentos cruciais, como nas conquistas do bicampeonato da Sul-Americana e da Copa do Brasil. Se olharmos para o desempenho dele desde que voltou ao time, em 2025, podemos ver que ele teve apenas uma falha notável na Segundona, contra a Ferroviária. Na maioria dos jogos, ele se destacou e manteve o desempenho de um grande goleiro.
Outro aspecto a considerar é que a volta de Santos ao gol se deu porque Mycael, seu concorrente, teve dificuldades, especialmente após uma falha que contribuiu para o rebaixamento do time em 2024. Mycael passou por meses de recuperação depois de uma cirurgia e, com apenas um jogo neste Brasileirão, ainda é uma incógnita em termos de sua forma.
E não podemos esquecer do papel de Odair Hellmann, o treinador. Ele não é apenas um técnico, mas também um gestor de grupo. Decisões no futebol muitas vezes não são simples e exigem diálogo entre o treinador e os jogadores envolvidos. As melhores soluções geralmente surgem após conversas sinceras, considerando o que é melhor para a equipe como um todo.
Por tudo isso, não sou a favor da ideia de que Santos deva sair do time. Ele ainda tem muito a oferecer, especialmente em um jogo difícil contra o Cruzeiro, no Mineirão. Propor que o Athletico faça uma homenagem a Santos como se sua carreira estivesse chegando ao fim parece um exagero.
Aliás, ao longo de mais de quatro décadas, o jornalista Augusto Mafuz tem interpretado como poucos a essência do torcedor atleticano. Ele é conhecido por suas crônicas que refletem a paixão e os conflitos vividos pelos fãs. Mafuz, que começou sua carreira em 1968, se tornou uma voz respeitada e admirada no cenário esportivo, sempre trazendo um olhar crítico e humano sobre o futebol.