A Noruega começou sua trajetória na Copa do Mundo de 2026 com o pé direito, garantindo uma vitória de 4 a 1 sobre o Iraque, em uma partida disputada no Estádio de Boston. Essa foi uma estreia cheia de emoção para a seleção, que não participava do torneio desde 1998. O destaque da noite foi, sem dúvida, o atacante Erling Haaland, do Manchester City, que abriu o placar de forma esperada, com um gol simples logo antes dos 30 minutos.
O que surpreendeu foi a reação do Iraque. Em vez de se abater após o gol, a equipe se levantou e empatou com uma cabeçada poderosa de Aymen Hussein, apenas dez minutos depois. Mas a estrela do jogo, Haaland, não estava disposto a deixar a vitória escapar. Ele voltou a colocar a Noruega na frente, mostrando porque é considerado um dos melhores atacantes do mundo. A partida teve seus momentos tensos no segundo tempo, mas ficou claro que Haaland é a peça-chave do time de Ståle Solbakken.
As expectativas em torno de Haaland eram altas, especialmente por ser sua primeira Copa do Mundo. Ele já havia impressionado nas eliminatórias, marcando 16 gols e dando três assistências em apenas oito jogos. É compreensível que o peso da nação estivesse sobre seus ombros, mas ele parece ter se alimentado dessa pressão. Após o empate do Iraque, ele se posicionou de forma inteligente para aproveitar um erro da defesa adversária e recolocar os nórdicos em vantagem.
Na verdade, Haaland poderia ter garantido um hat-trick no segundo tempo, mas perdeu uma oportunidade clara com o goleiro Jalal Hassan. Mesmo assim, seu impacto no jogo já havia sido significativo. A maneira como ele lidou com a pressão é um sinal positivo para a Noruega, que se prepara para enfrentar um dos grupos mais difíceis do torneio.
Mas a Noruega não é só Haaland. Embora ele seja o foco das atenções, o time conta com outros jogadores talentosos. O capitão Martin Ødegaard, por exemplo, tem sido uma peça fundamental no Arsenal e, mesmo não estando em sua melhor forma, distribuiu sete assistências nas eliminatórias. Outro destaque é Alexander Sørloth, um centroavante que teve uma temporada impressionante no Atlético de Madrid, marcando 20 gols. E não podemos esquecer de Antonio Nusa, um jovem de apenas 21 anos que já soma oito gols em 25 partidas pela seleção.
Haaland pode ser o diferencial em momentos decisivos, mas o sucesso da Noruega também depende do suporte e da criação de oportunidades pelos outros jogadores. O time tem potencial e, com um elenco talentoso, pode surpreender na Copa do Mundo.