Seleção brasileira sem Athletico e Coritiba decepciona na Austrália

Quem acordou cedo para assistir ao primeiro teste da seleção brasileira após a Copa do Mundo 2026 pode ter precisado de um bom café para não cair no sono no sofá. Com sete jogadores que estiveram no Mundial entre os titulares, o Brasil teve uma apresentação bem abaixo do esperado. O jogo contra a Austrália, que terminou em 1 a 1, quase foi uma derrota, mas Rayan, o atacante, salvou a pátria no último minuto com um gol de cabeça.

Enquanto o debate sobre a qualidade dos gramados no Brasil continua, é curioso notar que a seleção viajou até o outro lado do mundo para jogar em um campo com problemas. Em um momento do primeiro tempo, o goleiro Hugo Souza precisou se antecipar após um recuo, mostrando que o gramado estava longe de ser ideal. Mas, convenhamos, o campo não pode ser usado como desculpa para a má atuação da equipe.

O técnico Carlo Ancelotti manteve o esquema tático com quatro atacantes, algo que já tinha sido alvo de críticas durante a Copa do Mundo. Ele escalou Estevão, Endrick, Raphinha e Vinicius Júnior no ataque. No papel, é um quarteto poderoso, mas, na prática, a equipe não conseguiu render o que se esperava. Raphinha, que vem se destacando como centroavante no Barcelona, foi uma das estrelas, mas não conseguiu brilhar com a Amarelinha.

O início do segundo tempo trouxe um leve brilho, mas Ancelotti logo decidiu mudar a formação para testar outros jogadores, como Samuel Lino e Pedro, do Flamengo. E foi nesse momento que o Brasil levou o gol. Irankuda, da Austrália, acertou um lindo chute de falta, deixando o goleiro Hugo Souza parado. Muitos torcedores questionaram se ele poderia ter feito algo para evitar o gol.

Falando em Hugo Souza, ele foi um dos poucos que se destacou durante os 90 minutos. Enquanto isso, Pedro Morisco, do Coritiba, ficou no banco e ainda aguarda sua chance de estrear. Na defesa, o zagueiro Arthur Dias, do Athletico, também não foi utilizado. Marquinhos e Vitor Reis iniciaram a partida, com Jair entrando no segundo tempo. A revelação rubro-negra ficou de fora, o que gerou algumas discussões entre os fãs.

O Brasil quase enfrentou um vexame, lembrando a derrota para a Austrália há 25 anos. No entanto, Rayan apareceu nos acréscimos para igualar o placar, garantindo que a seleção não saísse com uma derrota vergonhosa.

Agora, Carlo Ancelotti terá mais dez dias para trabalhar com o grupo. Serão mais dois amistosos pela frente, sendo o próximo novamente contra a Austrália, na terça-feira (29), às 7h. Depois, o Brasil enfrenta a Índia no dia 3, às 11h. O tempo é curto, mas quem sabe essas novas experiências ajudem a equipe a encontrar um caminho mais sólido.

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Rafael Souza