Matheus Cunha brilha pelo Brasil em jogo do Coritiba

A vitória do Brasil sobre o Haiti na Copa do Mundo de 2026 teve um nome em destaque: Matheus Cunha. Revelado pelo Coritiba, o atacante do Manchester United brilhou em campo, marcando dois gols e ajudando a seleção a vencer por 3 a 0. Essa vitória foi crucial, especialmente após o empate na estreia contra Marrocos, e Cunha se destacou justamente quando a equipe enfrentava dificuldades.

Durante a partida, o Brasil encontrou obstáculos para superar a defesa haitiana, que se mostrava sólida com seus cinco jogadores posicionados. Mas foi aí que a habilidade de Cunha fez toda a diferença. Ele interceptou um passe do adversário no meio do campo e, em um contra-ataque rápido comandado por Vinicius Junior, encontrou espaço para abrir o placar. Com esse gol, Cunha se juntou a um grupo seleto de jogadores que já marcaram pela seleção brasileira em Copas do Mundo.

Depois do primeiro gol, o clima em campo mudou e a equipe se soltou. Ainda no primeiro tempo, Cunha apareceu novamente. Após uma boa jogada de Lucas Paquetá, Vinicius Junior o acionou e, com um chute preciso de esquerda, ele fez o segundo gol. A movimentação dele foi fundamental; mais ágil do que o titular da estreia, Igor Thiago, Cunha se deslocou bem entre os zagueiros, participando das jogadas e criando oportunidades para seus companheiros.

No segundo tempo, ele foi substituído por Endrick, deixando o campo aplaudido por todos. Com dois gols, Matheus foi o grande destaque da noite e ajudou a equipe a se aproximar da classificação.

Uma trajetória de superação

Hoje, Matheus Cunha é o titular e camisa 9 da seleção brasileira, mas sua jornada até aqui não foi fácil. Em 2022, ele viveu um momento difícil ao não ser convocado para a Copa do Catar, mesmo após ter sido considerado uma promessa no Atlético de Madrid. Na época, ele compartilhou sua frustração nas redes sociais, lembrando que competia por uma vaga com jogadores como Gabriel Jesus e Richarlison.

Antes dessa decepção, Cunha já tinha vivido um grande momento em sua carreira ao ser parte da seleção olímpica que conquistou a medalha de ouro em Tóquio, onde se destacou ao marcar o primeiro gol na final contra a Espanha. Esse desempenho lhe rendeu visibilidade e oportunidades na seleção principal, e hoje ele soma 23 convocações, com três gols e duas assistências.

Um erro que se tornou história

Natural de João Pessoa, na Paraíba, Matheus deixou sua cidade natal aos 14 anos para seguir seu sonho no futebol. Ele se mudou para Curitiba, onde entrou para as categorias de base do Coritiba. Essa mudança foi uma grande transformação em sua vida, e muitos de seus companheiros já acreditavam no seu potencial antes mesmo de ele estrear no time profissional.

Curiosamente, essa estreia nunca aconteceu. A passagem dele pelo Coritiba foi breve, e o clube acabou negociando o jogador com o Sion, da Suíça, por cerca de R$ 700 mil. Na época, Cunha viu essa transferência como uma grande oportunidade. O Coritiba havia investido apenas R$ 150 mil para adquirir parte dos direitos dele, e a mudança para a Europa parecia um passo importante na carreira do jovem.

Com o tempo, essa decisão se tornou um dos erros mais comentados pelos torcedores do Coritiba, especialmente ao observar a evolução de Cunha no futebol europeu. Após sua passagem pela Suíça, ele jogou na Alemanha, pelo RB Leipzig e Hertha Berlin, e depois atuou no Atlético de Madrid, no Wolverhampton, até chegar ao Manchester United, em uma transferência avaliada em 62,5 milhões de libras.

Atualmente, aos 27 anos, Matheus Cunha vive o auge de sua carreira. Como titular da seleção brasileira e destaque em uma Copa do Mundo, ele transformou as frustrações do passado em motivação para brilhar no cenário internacional e se firmar como uma das esperanças do Brasil em busca do hexacampeonato.

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João Ribeiro