A estreia da Bélgica na Copa do Mundo não foi exatamente como os torcedores esperavam. Em um jogo contra o Egito, os Diabos Vermelhos ficaram apenas no empate de 1 a 1. A equipe, que vinha invicta nas 13 partidas anteriores, com nove vitórias e quatro empates, teve um início difícil, levando um gol logo aos 20 minutos, quando Emam Ashour aproveitou a chance e balançou as redes.
Apesar de ter a posse de bola, a Bélgica encontrou dificuldades para furar a defesa bem armada do Egito. Antes do intervalo, a equipe não conseguiu criar muitas oportunidades de gol. A situação começou a mudar na segunda etapa, quando os Diabos Vermelhos mostraram mais agressividade em campo. Romelu Lukaku, ao entrar, foi fundamental para o empate, forçando um gol contra de Mohamed Hany apenas 22 segundos após sua entrada.
Esse primeiro jogo levantou algumas preocupações para o técnico Rudi Garcia. A equipe pareceu depender muito de Jeremy Doku para criar jogadas, o que deixou a atuação um tanto previsível por longos períodos. Antes do torneio, Doku era esperado como a grande estrela da equipe, especialmente depois de uma temporada destacada no Manchester City. Ele se destacou como um dos jogadores mais perigosos do futebol mundial, contribuindo para o sucesso do City na liga.
Durante as eliminatórias, Doku teve um desempenho impressionante, participando diretamente de sete gols e criando 24 chances, mais do que qualquer outro jogador europeu. No entanto, o Egito preparou uma estratégia eficiente para neutralizá-lo, e a dificuldade para brilhar se refletiu em seu desempenho: ele completou apenas três de nove dribles tentados e perdeu a posse da bola 20 vezes.
Agora, com a próxima partida contra o Irã se aproximando, a Bélgica precisa alinhar suas forças. A presença de De Bruyne e Lukaku é crucial. Ambos foram parte da geração que conquistou o terceiro lugar na Copa do Mundo de 2018, e suas habilidades combinadas são inegáveis. No entanto, a temporada deles foi marcada por lesões, o que limitou suas atuações juntos, especialmente após a transferência de De Bruyne para o Napoli.
Com Lukaku entrando em campo e se mostrando decisivo contra o Egito, a expectativa é que ele possa ser titular no próximo jogo. Seus números impressionantes pela seleção, com 90 gols em 127 partidas, fazem dele uma opção muito atraente para a linha de frente. Enquanto isso, Charles De Ketelaere, que atuou como falso nove na estreia, pode não estar 100% fisicamente, o que pode abrir espaço para Lukaku brilhar novamente.
A Bélgica, com suas estrelas e um novo desafio à frente, precisa encontrar um jeito de se reinventar e mostrar que pode voltar a ser a equipe temida que todos conhecem.