Athletico e Coritiba evitam punições do Fair Play Financeiro

Recentemente, a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) analisou a situação financeira de vários clubes e, surpreendentemente, tanto o Athletico quanto o Coritiba escaparam de sanções, mesmo com algumas pendências financeiras. Essa agência, criada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), tem como objetivo garantir que os clubes sigam regras de fair play financeiro.

Na segunda verificação de solvência, que teve como data de corte 30 de junho, 12 times da Série A apresentaram dívidas em aberto. O que chamou a atenção foi a situação do Coritiba, que, apesar de ter declarado tributos federais vencidos, conseguiu regularizar sua situação com a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. O clube recebeu a certidão de regularidade fiscal em setembro, mas a ANRESF manteve o status de atraso porque a regularização ocorreu depois da data de verificação. Entretanto, o Coritiba afirmou que não tem mais pendências financeiras.

Já o Athletico enfrenta uma situação um pouco diferente. O clube está lidando com uma dívida já discutida anteriormente com o Vasco. A ideia do Athletico é que esse valor aberto possa ser compensado por um débito que o Vasco tem com ele, mas isso ainda não se concretizou. Assim, a pendência foi sinalizada, mas, felizmente, sem novas sanções.

Risco de Transfer Ban para Outros Clubes

Por outro lado, quatro equipes estão em risco de enfrentar um transfer ban, que é a proibição de registrar novos jogadores, se não quitarem suas dívidas dentro de 45 dias. Esses clubes são Grêmio, São Paulo, Atlético-MG e Internacional. Outros times, como Botafogo, Corinthians, Remo, Santos, Vasco e Vitória, receberam apenas advertências.

Regras do Fair Play Financeiro

O fair play financeiro no Brasil tem algumas regras importantes. A fiscalização acontece três vezes ao ano: em 31 de março, 31 de julho e 30 de novembro. Os clubes precisam registrar todas as informações em tempo real no sistema chamado Domestic Transfer Matching System (DTMS). Esse sistema não apenas permite que os clubes e jogadores denunciem a falta de pagamento, mas também exige que as transações sejam detalhadas, incluindo os métodos de pagamento.

Além disso, todos os contratos dos jogadores devem ser registrados, incluindo salários e direitos de imagem. O cadastro no DTMS é uma condição essencial para que o contrato do jogador seja publicado no Boletim Informativo Diário (BID).

Essas regras visam garantir que os clubes atuem de forma responsável financeiramente, ajudando a manter a saúde do futebol brasileiro.

Sobre o Autor

Rafael Souza