Maresca e o futuro do atacante do Manchester City

O Manchester City está vivendo um início de temporada dos sonhos na Premier League, com sete vitórias em sete jogos. Enquanto isso, o clube enfrenta um momento delicado fora de campo, com 114 violações financeiras ainda em investigação. E para complicar, a equipe se prepara para um desafio importante na Champions League.

Na próxima terça-feira (20), o City enfrenta o AEK, e a situação dos jogadores Erling Haaland e Antoine Semenyo é uma preocupação para o técnico Enzo Maresca. Haaland, que brilhou com dois gols na vitória sobre o Ipswich Town, ficou com um pé machucado e é dúvida para o jogo. Já Semenyo, que entrou no segundo tempo, lesionou o joelho e ficará afastado por cerca de dois meses.

Maresca está otimista em ver Haaland em campo, mas se o jogador não estiver em condições, ele terá que encontrar alternativas. O técnico comentou que substituir o norueguês não é fácil, mas existem opções. “Depende do plano de jogo. Se precisarmos de algo diferente, vamos avaliar”, disse ele.

Com a saída de alguns reservas, a situação se torna ainda mais complicada. O Manchester City investiu bastante em reforços para o meio-campo, mas não trouxe jogadores para atuar como centroavante. Omar Marmoush, que era a opção imediata, foi vendido ao Tottenham, e Julián Alvarez, que também poderia atuar na posição, se transferiu para o Atlético de Madrid.

Atualmente, a ideia era que Divin Mubama fosse o substituto natural de Haaland, mas ele foi emprestado ao Southampton. Sem um centroavante de ofício, o plano inicial era usar Semenyo em algumas partidas, mas com a lesão dele, a situação mudou.

Um detalhe que tem chamado a atenção é que Phil Foden pode ser uma alternativa para o ataque. Ele já jogou como falso 9 em outras ocasiões, mas seu desempenho não tem sido dos melhores, e ele acabou de voltar a marcar um gol, após um longo período sem balançar as redes. Portanto, colocar a responsabilidade em suas costas pode não ser a solução mais segura.

Maresca se lembrou de outros jogadores que poderiam ajudar, como Rayan Cherki e Iliman Ndiaye, ambos com experiências em posições mais avançadas, mas também não são centroavantes de origem. Com um calendário apertado pela frente, o City precisa torcer para que Haaland se mantenha saudável, especialmente até o retorno de Semenyo. A situação é, no mínimo, desafiadora para o time nesta temporada.

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Rafael Souza