Última disputa aberta: quando foi a última vez?

A Bola de Ouro de 2026 promete ser uma das mais disputadas dos últimos tempos, e a razão é simples: não há um candidato que se destaque claramente dos demais. Vamos dar uma olhada nos principais concorrentes e entender por que a disputa está tão acirrada.

Harry Kane, por exemplo, teve uma temporada incrível. Ele não só brilhou no Bayern de Munique, marcando 61 gols em 51 partidas, como também se destacou na Copa do Mundo pela Inglaterra, onde fez seis gols. Essa combinação de desempenho individual impressionante e conquistas coletivas dá um peso extra à sua candidatura.

Por outro lado, temos Lamine Yamal, um jovem de apenas 18 anos que se tornou uma estrela no Barcelona. Ele terminou a temporada com 24 gols e 17 assistências em 45 jogos, além de ter ajudado a seleção espanhola a conquistar a Copa do Mundo. Quem acompanha o futebol percebe que Yamal traz uma mistura de talento e sucesso em um clube de elite, o que o coloca como um sério candidato.

Kylian Mbappé também não pode ser esquecido. O francês arrebentou na Copa do Mundo, terminando como artilheiro com dez gols. No entanto, a falta de títulos importantes com o Real Madrid e a seleção pode pesar contra ele, especialmente em uma disputa tão equilibrada.

E não podemos deixar de mencionar Lionel Messi. O argentino teve um papel fundamental na campanha da seleção na Copa do Mundo e manteve uma boa média de gols pelo Inter Miami. Sua presença na disputa mostra que, mesmo com a idade avançada, ele continua a ser uma força no futebol.

A cerimônia da Bola de Ouro acontecerá em 26 de outubro, em Londres, e a votação já foi encerrada. No entanto, as discussões sobre quem merece o prêmio continuam. A temporada 2025/26 trouxe uma combinação única de talento individual e conquistas coletivas, tornando a avaliação dos candidatos ainda mais desafiadora.

Historicamente, a diferença entre os candidatos pode ser sutil. Por exemplo, em 2021, Lionel Messi venceu Robert Lewandowski por apenas 33 pontos. Messi conquistou a Copa América, enquanto Lewandowski teve uma temporada goleadora impressionante. Essa disputa apertada ilustra como diferentes critérios podem influenciar a decisão.

Em 2013, Cristiano Ronaldo levou a melhor em uma corrida acirrada com Messi e Franck Ribéry. Cada um deles apresentava argumentos válidos, mas de naturezas diferentes. Essa diversidade de critérios é o que torna a Bola de Ouro tão intrigante.

O que torna 2026 ainda mais interessante é a presença da Copa do Mundo. O torneio costuma mudar a percepção sobre uma temporada inteira. Ele pode valorizar o desempenho de jogadores que brilham em momentos decisivos. Assim, a combinação de atuações individuais e conquistas coletivas se torna essencial para entender as candidaturas.

No final das contas, a disputa deste ano está cheia de nuances. Kane, Yamal, Messi e Mbappé trazem argumentos fortes para a mesa, mas nenhum deles parece ter um caminho claro para a vitória definitiva. Afinal, o futebol é imprevisível, e, como sempre, a Bola de Ouro promete nos surpreender.

Sobre o Autor

Rafael Souza