Clássico feminino é marcado por agressão em Curitiba

O Coritiba garantiu uma vitória apertada de 1 a 0 contra o Imperial/Athletico nesta quarta-feira, dia 28, no Estádio Olímpico, em Curitiba. Essa partida foi a última da fase de grupos do Campeonato Paranaense Feminino de 2026, mas o que realmente chamou a atenção foi um incidente desagradável que aconteceu em campo.

Durante a partida, a zagueira Júlia Tavares, do Imperial/Athletico, foi agredida pelo preparador de goleiros do Coritiba. A situação ocorreu quando Júlia tentava evitar que a bola saísse pela linha lateral e acabou sendo atingida de forma intencional. As imagens do momento revoltaram muitos que assistiram ao jogo e logo se espalharam pelas redes sociais.

O Coritiba não hesitou em se manifestar sobre o ocorrido. O clube afastou o preparador de goleiros e afirmou que está investigando a situação com seriedade. Em uma nota, o Coritiba deixou claro que não apoia qualquer forma de violência e que está tratando o assunto com a atenção que merece.

Por outro lado, o Imperial/Athletico também se posicionou, emitindo uma nota de repúdio à agressão. O clube classificou o ato como uma “cotovelada” e ressaltou a importância do respeito e da segurança no ambiente esportivo, principalmente em um esporte que busca promover a igualdade. O desabafo da meio-campista Giovana Tolezani foi um reflexo da indignação geral. Ela expressou sua decepção ao ver um ato tão agressivo em um espaço que deveria ser acolhedor e respeitoso.

E não parou por aí. Outras jogadoras do Imperial/Athletico também se manifestaram, repostando o vídeo que registrou a agressão. Muitas deixaram claro que a competitividade no futebol não justifica nenhum tipo de violência. Giovana, que já passou pelas categorias de base de grandes clubes, destacou que o respeito deve ser a prioridade, independentemente das rivalidades.

Vale lembrar que esse duelo estava inicialmente programado para o último sábado, mas foi adiado devido às fortes chuvas que atingiram Curitiba. Agora, com a vitória, o Coritiba se destacou na primeira fase, terminando em primeiro lugar e se preparando para enfrentar o Imperial/Athletico novamente na final do campeonato. As datas da final ainda estão para ser confirmadas pela Federação Paranaense de Futebol.

Enquanto isso, a WJardim Sports, agência que representa Júlia Tavares, também se manifestou, dizendo que está ao lado da atleta e que as agressões não podem ser aceitas, especialmente quando vêm de quem deveria proteger o espírito esportivo.

O futebol feminino continua sendo um espaço de luta e conquistas, e os acontecimentos dessa partida mostram que ainda há muito a fazer para garantir um ambiente seguro e respeitoso para todas as atletas.

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Rafael Souza