A confiança está em risco, alertam especialistas

A defesa do Athletico tem enfrentado um grande desafio nesta temporada, e o problema se intensificou com as bolas paradas. Após sofrer dois gols desse tipo contra o Grêmio na última quinta-feira, o time já foi vazado 19 vezes em situações semelhantes no Brasileirão. Para se ter uma ideia, isso representa quase 48% dos 40 gols que o Furacão levou até agora em 33 rodadas.

O técnico Odair Hellmann está preocupado com essa questão, que vai além dos números. Ele percebe que essa fragilidade defensiva afeta a confiança da equipe dentro de campo. Na prática, o que acontece é que, logo no começo das partidas, o time já se vê em situações complicadas, o que acaba gerando uma pressão constante. “É uma situação ruim, porque é uma das fases do jogo que define 30%, 35% das partidas”, explica Hellmann. Essa insegurança se reflete no desempenho geral da equipe.

Na última partida, por exemplo, o trio de zaga titular foi formado por Arthur Dias, Felipe Aguirre e Esquivel. Hellmann mencionou que esses jogadores não possuem características físicas ideais para lidar com jogadas ensaiadas. O mais alto do trio tem 1,88 m, enquanto os outros dois medem 1,86 m e 1,83 m, respectivamente. Esse detalhe pode ser crucial em cobranças de falta e escanteios, onde a estatura muitas vezes faz a diferença.

“Precisamos trabalhar duro, abaixar a cabeça e reconhecer que precisamos encontrar uma solução”, afirmou o técnico. O Athletico, que já esteve na quarta posição, caiu para quinto lugar, empatado em pontos com o Fluminense, mas perdendo nos critérios de desempate. Essa situação é um alerta para a equipe, que precisa se ajustar rapidamente para não perder mais pontos importantes na competição.

Sobre o Autor

Rafael Souza