O Marrocos se prepara para o último jogo do Grupo C da Copa do Mundo 2026, que acontece nesta quarta-feira, às 19h (horário de Brasília). A seleção já tem a classificação quase garantida, mas o técnico Mohamed Ouahbi se vê diante de uma escolha importante: deve poupar os jogadores titulares, pensando no mata-mata, ou entrar em campo com força total para tentar conquistar a liderança do grupo?
Atualmente, o Marrocos soma quatro pontos, após um empate em 1 a 1 com o Brasil e uma vitória por 1 a 0 sobre a Escócia. Eles estão empatados em pontos com os brasileiros, que estão na frente apenas pelo saldo de gols. Se o Marrocos conseguir vencer, pode abrir caminho para enfrentar um adversário menos complicado nas oitavas de final.
### A Dilema da Escalação
A ideia de poupar jogadores contra um time que já está eliminado é bem compreensível. Nomes como Achraf Hakimi, Noussair Mazraoui e Ismaïl Saibari já jogaram bastante e podem precisar de um descanso antes do próximo desafio. Para quem não teve tantas oportunidades até agora, o jogo contra o Haiti pode ser a grande chance de brilhar. Ayoub El Kaabi, por exemplo, que sempre foi titular sob o comando de Walid Regragui, viu sua posição mudar com a chegada de Ouahbi e agora busca reconquistar seu espaço.
Além dele, há outros jogadores como Sofyan Amrabat e o goleiro Munir El Kajoui que também estão esperando a chance de mostrar seu talento. E, por falar em goleiros, Ouahbi deixou claro que Yassine Bounou está em boas condições e pronto para jogar.
### A Decisão de Ouahbi
Apesar de ter a opção de fazer rotações na equipe, o técnico marroquino se mostrou inclinado a manter o time titular. Em uma coletiva, ele afirmou que “o objetivo é vencer com a melhor equipe possível”. A motivação dos jogadores ainda em campo é um ponto importante, e ele ressaltou que o Haiti vem para o jogo com tudo, querendo mostrar serviço.
Essa declaração levanta uma questão interessante: será que Ouahbi realmente pretende manter a mesma equipe ou está apenas tentando confundir o adversário? O que se percebe é que ele está equilibrando a necessidade de cuidar da condição física dos atletas com a ambição de terminar na liderança do grupo. Essa escolha pode ter um impacto significativo não só neste jogo, mas em toda a trajetória do Marrocos na Copa do Mundo.