O Coritiba está enfrentando um momento complicado nas últimas rodadas do Brasileirão de 2026. Com um técnico interino no comando e um elenco que vive uma verdadeira crise, a situação não é nada fácil. Para piorar, a torcida organizada resolveu se manifestar dentro do CT da Graciosa, enquanto o time ainda luta para não ser rebaixado. Parece que estamos revivendo um filme que já assistimos antes, com ecos de gestões passadas que deixaram muito a desejar.
O diretor executivo, William Thomas, tem mantido um perfil bem baixo durante a temporada. A impressão que fica é que, quando ele finalmente apareceu para dar explicações após a partida contra o Vitória, parecia estar fazendo um grande favor aos torcedores. A falta de transparência na gestão da SAF tem sido uma marca registrada nesse final de campeonato, e muitos sentem que o diretor é apenas parte de um problema maior.
É curioso notar que a comunicação parece ser um ponto fraco de toda a equipe. Ninguém parece querer se expor ou assumir a responsabilidade. Estão todos nos bastidores, confortáveis e longe das críticas que a torcida poderia fazer. O silêncio é ensurdecedor, e a sensação é de que a gestão não se preocupa em esclarecer o que realmente está acontecendo.
Um ponto que gera bastante estranheza é a posição de CEO, que está vaga desde a saída de Lucas de Paula, em abril. O ex-presidente Vilson Ribeiro de Andrade revelou que, por trás das cortinas, James Deller, filho do bilionário Michel Deller, é quem está mandando. No entanto, essa figura quase fantasma no comando do clube é algo que incomoda. O torcedor, que deveria ter acesso a informações claras, acaba sendo deixado no escuro, alimentando boatos e especulações.
A falta de comunicação é uma das grandes queixas dos torcedores. A associação que deveria servir de elo entre a SAF e a torcida não está cumprindo esse papel. Enquanto os integrantes dessa associação parecem bem informados sobre a presença da família Deller no Couto Pereira, o torcedor comum, que vai ao estádio, fica sem saber o que realmente se passa.
Quando a SAF foi vendida em 2023, havia promessas de profissionalismo e transparência. Bruno D’Ancona, da Treecorp, chegou a afirmar que a meta era garantir a permanência do Coritiba na Série A e assegurar a participação em competições continentais. Agora, três anos depois, a situação é preocupante, e a torcida ainda não tem clareza sobre quem realmente está no comando do clube. É um momento delicado, e muitos esperam que a gestão consiga, pelo menos, dar algumas respostas.