O Flamengo está em ação novamente e enviou um novo pedido à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) buscando mudanças no cenário do futebol nacional. Dentre as solicitações, uma das mais polêmicas é a proibição do gramado sintético, que já é utilizado por clubes como Athletico, Atlético-MG, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras no Brasileirão.
O clube carioca defende um padrão para os gramados das Séries A e B, optando por gramados naturais híbridos, semelhantes aos utilizados em ligas internacionais. Além disso, o Flamengo sugere a implementação de exigências como altura mínima da grama, tração e inspeções antes das partidas. Outro ponto importante é a demanda por melhorias nas estruturas dos estádios, como a instalação de Wi-Fi, iluminação em LED e uma zona mista seguindo os padrões da UEFA.
Esse não é um assunto novo para o Flamengo. Em novembro do ano passado, o clube já havia solicitado a eliminação dos campos sintéticos, mas a CBF decidiu deixar essa questão para ser debatida em uma futura liga de clubes. O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, não perdeu a oportunidade de criticar o uso de grama sintética. Ele destacou que, nas cinco maiores ligas do mundo, não se encontra esse tipo de gramado e questionou como é possível sonhar com uma liga mais forte e lucrativa no Brasil se a base for um campo de plástico.
Bap também fez uma observação sobre os clubes que mudaram o gramado para aumentar o número de shows em seus estádios. Ele acredita que usar grama sintética pode ser uma solução para locais com clima rigoroso, mas não é a melhor escolha para o futebol. “Se alguém quer ganhar dinheiro com shows, deve mudar de segmento. O que precisamos é fortalecer o futebol no Brasil, e isso passa por defender campos naturais”, enfatizou.
Enquanto isso, o Athletico, que foi um dos primeiros a adotar o gramado sintético na Arena da Baixada em 2016, está passando por uma troca pela primeira vez em dez anos. Recentemente, o clube finalizou a instalação de um “shock pad”, que serve para amortecer impactos e garantir maior segurança para os jogadores. Essa mudança é um passo importante para proporcionar melhores condições de jogo e aumentar a durabilidade do campo.
Atualmente, a obra está temporariamente parada devido a um evento das Testemunhas de Jeová em Curitiba. Contudo, a troca do gramado deve seguir com a aplicação do novo material e a certificação da FIFA, que assegura que o campo atenda a critérios rigorosos de segurança e desempenho, semelhantes aos da grama natural.
Essa mudança no Athletico está sendo preparada para que tudo esteja pronto antes do próximo jogo do time em casa no Brasileirão, que será contra o Internacional. A data ainda não foi confirmada, mas está prevista para ocorrer no final de julho. As movimentações nos bastidores do futebol brasileiro continuam, e as discussões sobre o uso de gramados sintéticos versus naturais seguem em pauta.