Ajustes de Ancelotti e o desafio do Brasil em Copa diferente

Estamos vivendo uma Copa do Mundo que está longe de ser comum na história do futebol. A começar pelo número impressionante de 48 seleções participando, o que levanta questões sobre o nível técnico das partidas. Muitas delas têm sido tecnicamente fracas, mas, de certa forma, surpreendentes, principalmente pelo desempenho de equipes de menor porte que têm se mostrado competitivas.

Um exemplo claro dessa nova realidade é a atuação de algumas seleções africanas e do Equador. O time equatoriano, por exemplo, conseguiu uma virada histórica ao vencer a tetracampeã Alemanha, mostrando que a superação física e a força do coletivo podem, sim, fazer a diferença em campo.

A organização nos estádios tem sido digna de nota, tanto dentro quanto fora deles. A segurança pública nos três países-sede também merece elogios, ainda que a maioria dos jogos esteja acontecendo nos Estados Unidos. E os torcedores? Eles têm comparecido em peso, mostrando um comportamento exemplar, enquanto a FIFA coloca à disposição espaços luxuosos para convidados ilustres, como jogadores e treinadores renomados do passado.

Por outro lado, vale destacar a polêmica em torno das paradas para hidratação. Com essas interrupções se tornando longas e obrigatórias, os jogos estão praticamente se transformando em quatro tempos, o que foge um pouco do que se espera na organização das partidas.

As arbitragens têm, em geral, funcionado bem, embora tenha havido um erro notável do VAR ao anular um gol legítimo do Vinicius Junior na partida do Brasil contra a Escócia. Agora, com uma boa impressão deixada na primeira fase, a Seleção Brasileira se prepara para enfrentar o Japão na próxima segunda-feira.

O técnico Carlo Ancelotti, que não conhecia muitos dos jogadores brasileiros, teve algumas dificuldades nas convocações e nas escalações iniciais. Ele inicialmente pensou em usar um 4-2-4, mas acabou mudando para um 4-3-3, que parece ter se ajustado melhor com as entradas de Matheus Cunha e Rayan.

Estamos todos ansiosos para ver o que vem pela frente. O Japão pode ser um desafio, mas se a Seleção Brasileira conseguir avançar, certamente enfrentará adversários com um nível técnico ainda mais elevado. Os torcedores se preparam para mais emoções e grandes jogos nesta Copa do Mundo.

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Rafael Souza