Nesta segunda-feira, dia 29, Brasil e Japão se enfrentam em uma partida que promete ser emocionante. A bola rola às 14h (horário de Brasília) no NRG Stadium, em Houston, e o jogo vale uma vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Ambas as seleções chegam ao mata-mata invictas, mas com histórias bem distintas na fase de grupos.
O Brasil, que começou a competição de forma um pouco titubeante, cresceu ao longo dos jogos e terminou como líder do Grupo C. Já o Japão, que ficou em segundo lugar no Grupo F, aposta na sua organização e disciplina tática para desafiar um dos favoritos ao título. Quem sair vitorioso desse duelo enfrentará o ganhador do confronto entre Costa do Marfim e Noruega, marcado para terça-feira (30), às 14h.
Brasil em evolução constante
A estreia da Seleção Brasileira contra o Marrocos foi um tanto preocupante, com um empate em 1 a 1 que deixou alguns torcedores com a pulga atrás da orelha. O time, sob o comando de Carlo Ancelotti, ainda parecia estar se ajustando, especialmente na criação de jogadas. Mas, em seguida, vieram duas vitórias convincentes: 3 a 0 sobre o Haiti e 3 a 0 contra a Escócia. Esses resultados garantiram ao Brasil a liderança do grupo e a marca impressionante de 12 Copas do Mundo seguidas terminando a fase inicial na primeira posição.
Com a evolução dos resultados, o desempenho ofensivo também melhorou. Após marcar apenas um gol na estreia, a equipe balançou as redes seis vezes nas duas partidas seguintes, o que foi fundamental para garantir a liderança do Grupo C. Ancelotti, após a vitória contra a Escócia, destacou que o time ainda tem espaço para crescimento, mas já mostrou progressos significativos. Ele comentou sobre a importância de jogar em equipe e como a solidez será crucial no mata-mata.
Japão: a força da organização
O Japão, por sua vez, também chega invicto, mas com uma trajetória um pouco diferente. A equipe empatou 2 a 2 com a Holanda, goleou a Tunísia por 4 a 0 e finalizou a fase de grupos com um empate em 1 a 1 contra a Suécia. O time, sob a batuta de Hajime Moriyasu, tem se mostrado equilibrado e capaz de competir com diferentes estilos de jogo. A intensidade, a disciplina defensiva e as transições rápidas são marcas registradas da seleção japonesa.
Apesar de um bom desempenho, o Japão terminou atrás da Holanda no Grupo F e agora enfrenta um desafio ainda maior contra o Brasil. A expectativa é de que eles explorem suas qualidades táticas e a capacidade de jogar coletivamente, que já renderam bons resultados em Copas passadas.
Os protagonistas da partida
No Brasil, o destaque até agora é Vinicius Júnior, que marcou em todos os jogos da fase de grupos. Ele se junta a uma lista de lendas da Seleção, como Jairzinho e Ronaldo, que também balançaram as redes em todas as partidas da fase inicial de uma Copa do Mundo. Do lado japonês, o centroavante Ayase Ueda tem sido a principal referência ofensiva, especialmente com seus dois gols na goleada sobre a Tunísia.
Quem chega mais forte?
Embora ambas as seleções estejam invictas, o Brasil parece ter uma ligeira vantagem, especialmente pelo desempenho crescente na reta final da fase de grupos. Com jogadores em grande fase, como Vinicius Júnior e Matheus Cunha, a Seleção Brasileira mostra potencial para fazer um bom jogo. O Japão, por sua vez, precisa contar com sua organização tática, apesar da ausência de alguns jogadores influentes, como Takefusa Kubo, que poderia acrescentar mais criatividade ao ataque.
No papel, o Brasil é considerado favorito por sua qualidade individual e experiência em mata-matas. Contudo, a disciplina e o histórico recente do Japão, que inclui uma vitória sobre os brasileiros em 2025, mostram que a Seleção terá que confirmar seu favoritismo em campo para garantir a vaga nas oitavas de final.