A questão ambiental é realmente uma farsa?

O Coritiba está passando por um momento curioso no Brasileirão. Embora a situação não seja das melhores, o time segue na luta, com o treinador Fernando Seabra tentando manter a equipe longe da zona de rebaixamento. No meio da tabela, a meta inicial de não ser um candidato ao descenso está sendo cumprida, e, quem sabe, uma vaga na Sul-Americana pode surgir no horizonte.

Para os torcedores que acompanham os jogos nas arquibancadas, o que realmente importa é a performance em campo. A questão das obrigações financeiras da Sociedade Anônima de Futebol parece ficar em segundo plano. No entanto, não dá para ignorar compromissos importantes, como a construção do Centro de Treinamento, que deve custar cerca de R$ 100 milhões, e a reforma do Estádio Couto Pereira, que está orçada em R$ 500 milhões.

Historicamente, não foram muitos os dirigentes que conseguiram trazer melhorias concretas para o patrimônio do Coritiba. Bayard Osna e Vilson Ribeiro de Andrade foram alguns que, no passado, conseguiram realizar investimentos significativos, como a aquisição do CT da Graciosa e a modernização do Couto Pereira. Agora, a expectativa é que as obras do novo Couto tenham início nos próximos três anos. Embora algumas reformas pontuais estejam acontecendo, o que se espera é um projeto mais amplo, que ainda não se concretizou.

O Centro de Treinamento, localizado em Campina Grande do Sul, é uma questão à parte. A Treecorp, que detém a SAF do Coritiba, vem adiando a construção, alegando um suposto impedimento ambiental. Porém, essa justificativa parece não ter fundamento. Antes da compra da área, o clube contratou um laudo que apontou a viabilidade da construção do CT.

É interessante notar que, ao adquirir 90% das ações da SAF, a Treecorp fez uma análise criteriosa da legislação ambiental e da área em questão. Agora, seria contraditório alegar impedimentos que poderiam ter sido considerados anteriormente. Aliás, a situação se complica ainda mais, pois a Treecorp já começou a negociar parte de suas ações, o que levanta dúvidas sobre seu comprometimento com os investimentos necessários para o clube.

Em suma, fica claro que a vontade de investir R$ 100 milhões na construção do novo CT parece estar em falta por parte da Treecorp. A torcida, que sempre sonhou com melhorias e um futuro promissor para o Coritiba, aguarda ansiosamente por ações mais concretas e efetivas.

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Rafael Souza