Alemanha pode chegar às semifinais da Copa, mas deve perder novamente

Lothar Matthäus, um ícone do futebol alemão e campeão do mundo em 1990, tem uma visão interessante sobre a seleção da Alemanha para a Copa do Mundo de 2026. Ele acredita que o país tem potencial para fazer uma boa campanha, mas não vê a equipe comandada por Julian Nagelsmann no mesmo nível das principais candidatas ao título. Matthäus aposta que a Alemanha pode chegar às semifinais, mas, segundo ele, pode acabar enfrentando um velho conhecido: a Espanha, que já foi um desafio complicado nas quartas de final da última Eurocopa.

Durante um evento de figurinhas colecionáveis da Topps, Matthäus compartilhou sua análise sobre a seleção. Ele se mostrou otimista com o trabalho que tem sido feito nos últimos meses, mas também foi realista ao falar sobre as expectativas. O ex-jogador mencionou que, apesar de ver a Alemanha avançando, o encontro com a Espanha pode ser um obstáculo difícil de superar.

A trajetória recente da seleção alemã tem sido marcada por altos e baixos, especialmente após algumas decepções em torneios importantes. Desde a Eurocopa de 2024, a equipe tem mostrado sinais de recuperação sob a orientação de Nagelsmann, que assumiu o cargo em setembro de 2023. Conhecido por criar times dinâmicos e competitivos, o treinador trouxe de volta a intensidade e a organização que caracterizavam o futebol alemão.

Um dos grandes nomes dessa nova fase é Jamal Musiala, um jovem talento que, segundo Matthäus, ainda pode evoluir mais. Ele reconhece que Musiala é uma referência técnica, mas acredita que o jogador ainda não atingiu seu máximo potencial. Além da juventude, a experiência de jogadores como Manuel Neuer, que retorna como goleiro, e Joshua Kimmich, é essencial para equilibrar o time.

Matthäus também destacou a importância do Bayern de Munique na seleção. Ele acredita que o desempenho dos jogadores do clube sempre foi crucial para as conquistas da equipe nacional. Com uma base sólida e uma comissão técnica respeitada, a Alemanha chega ao Mundial com expectativas mais otimistas do que em ciclos anteriores.

No entanto, o ex-capitão não ignora as dificuldades. A distância entre a Alemanha e as seleções favoritas, como Espanha e França, ainda é significativa. A Espanha, por exemplo, vive um momento forte e possui uma geração cheia de talentos, enquanto a França conta com uma equipe experiente e jogadores de alto nível em todas as posições. Essa comparação mostra que, apesar dos avanços, a Alemanha ainda precisa de mais opções para competir de igual para igual com essas potências.

Sobre o Autor

João Ribeiro