Athletico domina, perde gols e vê vitória escapar

O empate em 1 a 1 contra o Bragantino deixou a torcida do Athletico bastante chateada. E é compreensível, afinal, não é fácil ver o time se destacando em campo, jogando bem em casa, e ainda assim não conseguir a vitória. O Furacão teve uma atuação sólida, bem organizado e ativo, mas as chances desperdiçadas foram decisivas.

O que mais chamou a atenção foi a quantidade de gols perdidos. Jogadores como Mendoza, João Cruz, Leozinho e, principalmente, Viveros tiveram suas oportunidades, mas não conseguiram aproveitar. No fim do primeiro tempo, a sensação era de que o time tinha deixado escapar várias possibilidades de marcar, quase como se fosse uma frase antiga: “encher um caminhão” de chances.

Houve também momentos de desatenção. Mendoza, por exemplo, teve uma boa chance logo no início, mas ao invés de controlar a bola para finalizar, tentou um cabeceio que acabou na trave. Viveros, por sua vez, teve duas chances onde poderia ter sido mais decisivo, mas não levantou a cabeça e perdeu a oportunidade para a defesa adversária. E não dá para esquecer do goleiro Tiago Volpi, que fez defesas impressionantes, evitando gols de Leozinho e João Santos.

Mesmo com a melhora do Bragantino e o gol do zagueiro Pedro Henrique, que já tinha sido protagonista de uma expulsão polêmica na final da Libertadores, o domínio do Furacão permaneceu. O time continuou criando oportunidades, mas só conseguiu empatar com Vargas.

A performance do Furacão foi tão boa que me lembrou de uma declaração de Jorge Valdano, quando era técnico do Real Madrid. Após uma derrota, Valdano disse que, jogando assim, eles tinham permissão para perder. É uma forma de reconhecer o esforço e a qualidade do jogo, mesmo quando o resultado não aparece.

Odair, o treinador, tem muitas qualidades e trouxe uma boa organização ao time, mas ainda há coisas que precisam de ajustes. Leozinho, por exemplo, pareceu apático, muitas vezes esperando a bola chegar em vez de se envolver ativamente na jogada. Por outro lado, Kerwin Vargas mostrou-se mais dinâmico, com vontade e presença de área, características que faltaram ao colega.

Os torcedores precisam entender que o Furacão mostrou potencial ao jogar bem, e isso se deve ao trabalho do Odair. Mas a diferença entre a organização e a finalização ainda depende do talento individual de cada jogador. E, claro, é sempre importante lembrar que, mesmo em empates frustrantes, o time pode ter deixado uma boa impressão em campo.

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Rafael Souza