Athletico e Coritiba aprovam redução de estrangeiros no Brasileirão

A partir de 2027, o futebol brasileiro vai passar por uma mudança na forma como os clubes podem escalar jogadores estrangeiros. A ideia é reduzir gradualmente o número de atletas de fora do país permitidos nas partidas, e essa proposta já gerou bastante debate entre os clubes paranaenses.

O Athletico, o Coritiba e o Operário votaram a favor da mudança, enquanto o Londrina foi o único a se opor à proposta. Essa votação foi parte de um ajuste maior promovido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que busca equilibrar a presença de estrangeiros no campeonato e, ao mesmo tempo, dar mais espaço para os jogadores brasileiros, especialmente aqueles que vêm das categorias de base.

Com as novas regras, o limite de estrangeiros vai diminuir aos poucos: em 2027, serão permitidos oito; em 2028, sete; em 2029, seis; e, em 2030, cinco. Esse número será o mais baixo desde que as regras foram flexibilizadas nos últimos anos. É uma mudança que, segundo a CBF, pretende valorizar os jogadores brasileiros e melhorar a qualidade técnica dos times no longo prazo.

O Athletico, que atualmente tem 11 estrangeiros no seu elenco, ainda assim decidiu apoiar a proposta. O clube acredita que isso pode estimular uma maior atenção aos jogadores formados nas categorias de base. O diretor de futebol do Athletico, Márcio Lara, comentou que a mudança é “muito boa e necessária”, destacando a importância de focar na formação de novos talentos.

O Coritiba também se posicionou favoravelmente à redução, mesmo tendo aumentado o número de estrangeiros no elenco nas últimas contratações. O head esportivo do clube, William Thomas, ressaltou que a medida pode ajudar a valorizar o jogador brasileiro e fortalecer o trabalho nas categorias de base.

Do outro lado, o Londrina, que não possui jogadores estrangeiros atualmente, expressou suas preocupações. O dono da SAF do Londrina, Guilherme Bellintani, reconheceu que a redução pode abrir mais espaço para os talentos brasileiros e jovens, mas ele também se mostrou um pouco cético quanto ao impacto na competitividade do futebol nacional. Ele mencionou que, embora a ideia tenha suas vantagens, pode haver uma perda de potencial esportivo na liga.

Essas mudanças no futebol brasileiro certamente vão afetar a dinâmica dos clubes e a forma como eles montam suas equipes nos próximos anos. É um momento de transição que pode trazer novos desafios e oportunidades para jogadores e clubes.

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Rafael Souza