Athletico e Coritiba ignoram visita da CBF na Copa do Mundo

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) convidou os 40 clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro para um encontro nos Estados Unidos, que marca a estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo. Mas nem todos os clubes decidiram participar. O Athletico, por exemplo, não enviou ninguém, já que o presidente Mario Celso Petraglia optou por não comparecer e não designou nenhum outro representante. O Coritiba também decidiu ficar de fora, preferindo se reunir com a CBF no Rio de Janeiro, na mesma semana em que jogará contra o Flamengo.

Enquanto isso, os clubes paranaenses Operário e Londrina estão em solo americano, participando da programação da CBF. O Operário enviou Álvaro Góes, presidente do Grupo Gestor, e o Londrina foi representado por Guilherme Bellintani, que é o dono da Squadra Sports, responsável pela Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube. Durante essa viagem, os presidentes têm a oportunidade de conhecer a Major League Soccer (MLS), que é a liga de futebol dos Estados Unidos. Essa experiência visa ajudar na criação de uma liga única para o futebol brasileiro, algo que a CBF está promovendo.

### Criação da Liga Única

Hoje, as equipes das Séries A e B estão divididas em duas entidades: a Libra e a Futebol Forte União. O primeiro passo para a unificação foi dado em abril, em uma reunião na sede da CBF no Rio, onde participaram tanto o Athletico quanto o Coritiba. Durante o encontro, a CBF apresentou um estudo que comparou o Campeonato Brasileiro com ligas internacionais, destacando a desvalorização do torneio.

Os tópicos discutidos foram variados e incluem a necessidade de melhorar o calendário, o tempo de jogo, a infraestrutura dos estádios, além de aspectos como transmissão, comunicação, marketing e a situação financeira dos clubes. Uma crítica que surgiu foi em relação ao horário dos jogos: enquanto 80% das partidas no Brasil ocorrem à noite, na Inglaterra esse número é de apenas 25%, na Alemanha 30% e na Espanha 60%. Essa diferença pode impactar o público nos estádios, que é consideravelmente menor quando comparado a outras ligas.

A CBF também planeja deixar para a nova liga lidar com questões polêmicas, como o uso de gramado sintético. Atualmente, clubes como Atlético-MG, Athletico, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras utilizam esse tipo de campo e estão em uma batalha pela sua permanência, mesmo com a oposição de muitos.

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João Ribeiro