Na última sexta-feira (11), Curitiba foi surpreendida por um forte dilúvio que afetou o clássico entre Coritiba e Athletico. Essa chuva intensa também teve um impacto direto na estratégia do Santos para o jogo contra o Cruzeiro no dia seguinte. O técnico Cuca, que estava acompanhando a partida Atletiba com sua equipe, decidiu manter segredo sobre a escalação devido às condições climáticas adversas que também atingiram o Litoral Paulista.
Apesar da chuva ter dado uma pausa durante o clássico, o gramado da Vila Belmiro ficou bastante danificado. Isso levou Cuca a repensar seus planos. Ele tinha uma formação em mente com quatro defensores, incluindo o jovem zagueiro João Ananias improvisado na lateral esquerda. Porém, a escolha final foi por uma linha de três zagueiros. “No fundo, a percepção era de que o clima não seria tão hostil, mas o gramado precisava de uma abordagem mais forte no jogo aéreo”, explicou o jornalista Lucas Musetti. Cuca confiou que os jogadores mais versáteis e inteligentes seriam capazes de se adaptar, mesmo sem ter treinado essa formação específica.
Uma das grandes novidades foi a estreia do atacante Everton Cebolinha, que atuou como ala-esquerdo. Cuca analisou como o Athletico se posicionou contra o Cruzeiro na rodada anterior e percebeu que isso poderia ser uma vantagem. Cebolinha se prontificou: “Estou acostumado, me coloca para fazer”, destacou Musetti.
E não é que a estratégia funcionou? O Santos venceu o Cruzeiro por 2 a 1, com gols de Rollheiser e um gol contra de Fabrício Bruno. Com essa vitória, o Alvinegro conquistou a quarta vitória nos últimos cinco jogos, subindo para 35 pontos e abrindo uma distância de sete pontos da zona de rebaixamento. Um levantamento da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) indicou que o risco de queda para a Série B agora é de apenas 1,8%.
### Críticas ao clássico com gramado ruim
Enquanto isso, no clássico entre Coritiba e Athletico, as críticas não faltaram. O técnico do Coritiba, Fernando Seabra, lamentou a decisão do árbitro Wagner do Nascimento Magalhães de iniciar a partida com o gramado ainda encharcado. Ele comentou sobre a conversa que teve com o árbitro, alertando sobre a qualidade do jogo e os riscos de lesão que poderiam surgir. “É uma situação ruim para o Campeonato Brasileiro”, concluiu.
Por outro lado, o treinador do Athletico, Odair Hellmann, concordou com Seabra. Ele ressaltou que a partida não foi um verdadeiro jogo de futebol, mas sim uma luta constante. “Um clássico desse nível, com os dois clubes na tabela, merecia mais respeito pelo futebol paranaense”, criticou.
A chuva que atingiu Curitiba antes do jogo deixou o gramado do Couto Pereira com várias poças, e a bola chegou a ficar presa em alguns pontos durante os testes realizados antes do clássico. Devido a essas condições, o início da partida foi atrasado. Mesmo assim, Coritiba e Athletico conseguiram protagonizar um jogo movimentado, que terminou empatado em 3 a 3, em um campo bastante alagado.