A busca do Barcelona por um novo camisa 9 está agitando os bastidores do clube. Depois que as negociações com Julián Alvarez não avançaram, a equipe catalã decidiu explorar outras opções no mercado para preencher essa posição tão importante. Um nome que tem ganhado destaque é o de Serhou Guirassy, atacante do Borussia Dortmund.
De acordo com o jornal “Bild”, a diretoria do Barcelona já fez algumas sondagens sobre Guirassy, mas esbarrou em um grande obstáculo: seu salário. O jogador recebe cerca de dez milhões de euros por ano, o que representa aproximadamente R$ 60 milhões. Esse valor alto torna qualquer negociação bastante complicada. Para piorar, a cláusula de rescisão de Guirassy é de cerca de 50 milhões de euros, mas essa quantia só se aplica caso ele seja negociado com os sete grandes clubes da Europa, incluindo o próprio Barcelona.
Guirassy chegou ao Borussia Dortmund em 2024, vindo do Stuttgart, e tem contrato até 2028. Na última temporada, ele foi um dos principais jogadores da equipe, com 22 gols e seis assistências em 46 partidas. Durante as conversas entre os clubes, uma ideia que surgiu foi a inclusão de Héctor Fort, lateral-direito do Barcelona, na negociação. Isso poderia ajudar a reduzir os custos, mas, novamente, o salário de Guirassy se mostrou um empecilho.
Apesar das dificuldades em torno da transferência, representantes do Borussia ainda viajaram a Barcelona para tentar acelerar a negociação por Fort. O clube espanhol espera receber mais de 10 milhões de euros pelo jogador formado em suas categorias de base.
O dilema do Barcelona por um camisa 9
O Barcelona começou a temporada com uma missão clara: encontrar um novo atacante central após as saídas de Robert Lewandowski e Ferran Torres. Inicialmente, o foco estava em Julián Alvarez, mas a liberação do jogador pelo Atlético de Madrid não aconteceu. Com o tempo se esgotando antes do fechamento da janela de transferências, o treinador Hansi Flick precisou considerar novas alternativas para essa posição.
Durante a pré-temporada, Flick decidiu testar o jovem Hamza Abdelkarim como uma opção. O egípcio já tinha se destacado em amistosos anteriores, marcando três gols, e continuou a brilhar ao fazer um gol na vitória do Barcelona contra o Al-Ahly, do Egito, por 2 a 1. Ele jogou até os 73 minutos, quando foi substituído por Anthony Gordon, que começou a atuar como centroavante. Gordon, que já havia desempenhado essa função no Newcastle, pode ter mais oportunidades como camisa 9 na Catalunha.
O próprio Raphinha, que normalmente joga na ponta, também foi testado como um falso nove em um amistoso contra o Basel. O treinador, em coletiva, comentou sobre a situação: “Não me preocupa o fato de ainda não ter chegado um ‘9’. Não gosto de falar sobre jogadores de outros times. O Deco e eu conversamos todos os dias. Só o Deco, eu e algumas outras pessoas sabemos exatamente o que queremos.” Essa transparência na comunicação mostra que o Barcelona está se adaptando e buscando soluções criativas, mesmo diante das dificuldades.