Leonardo Bonucci é um nome que dispensa apresentações no mundo do futebol. Nos últimos dez anos, ele se destacou como um dos grandes zagueiros da Europa, principalmente durante sua passagem pela Juventus. Ao lado de Giorgio Chiellini, ele formou uma dupla defensiva temida, conquistando incríveis oito títulos da Serie A e garantindo duas vezes o vice-campeonato da Champions League. Mas o que realmente o diferencia é sua maneira de jogar, que foge do estereótipo tradicional do zagueiro italiano. Bonucci não apenas se destacou pela solidez na defesa, mas também pela habilidade em armar jogadas, com passes precisos que quebravam as linhas adversárias.
Atualmente, Bonucci é auxiliar técnico de Roberto Mancini na seleção italiana e reflete sobre como a sua trajetória ajudou a mudar a visão sobre o papel dos zagueiros no futebol italiano. Ele acredita que sua formação como meio-campista nas categorias de base foi crucial para o desenvolvimento de suas habilidades. “Gosto de ver que os defensores de hoje tentam construir o jogo. De certa forma, me sinto um pioneiro”, compartilhou em um evento na sede do VAR da Serie A.
Um dos jogadores que Bonucci vê como seu sucessor é Alessandro Bastoni, zagueiro da Internazionale. Ele acredita que Bastoni é quem mais se parece com ele em termos de estilo de jogo. Os dois já tiveram a oportunidade de atuar juntos pela seleção e, recentemente, Bonucci tem feito questão de apoiar Bastoni, especialmente após a expulsão do defensor na repescagem para a Copa do Mundo de 2026. Essa situação deixou a seleção italiana fora do Mundial e resultou em críticas a Bastoni nos estádios. “Ele passou por um momento complicado. Expliquei a ele que, em determinadas situações, é importante estabelecer novos objetivos e não ficar pensando no que acontece ao seu redor”, disse Bonucci. Ele percebe que Bastoni tem se desenvolvido muito em termos de liderança e comunicação.
Após se aposentar dos gramados em 2024, Bonucci decidiu seguir carreira nas comissões técnicas. Começou como auxiliar na seleção sub-20 da Itália e, em pouco tempo, integrou a equipe de Gennaro Gattuso e depois a de Mancini. Paralelamente, ele tem se dedicado a obter as licenças de treinador da UEFA, estando prestes a concluir a etapa “Pro”, que o habilita a treinar em alto nível. É interessante notar que seu desejo de ser treinador foi inspirado por Antonio Conte, uma referência no futebol.
Bonucci tem um sonho claro: um dia comandar a Juventus, clube onde passou doze temporadas, e também a seleção italiana. Ele já deixou claro que sua filosofia de treinador se baseia em um equilíbrio entre o jogo bonito e a necessidade de resultados. “Aos 30 anos, percebi que gostaria de ser treinador. Um dia, quero comandar a Juventus e, quem sabe, também a seleção italiana”, afirmou. É um desejo que reflete sua conexão profunda com o futebol e a vontade de contribuir para o futuro do esporte.