O hat-trick de Bradley Barcola contra o LASK na Champions League trouxe um alívio após um início complicado no Liverpool. O atacante francês não conseguiu participar de nenhum gol em seus primeiros seis jogos, e isso gerou algumas críticas, especialmente considerando o alto valor que os Reds pagaram ao PSG: 125 milhões de euros. Mesmo após dar uma assistência no último sábado (17), ele ainda enfrentou comentários negativos.
Uma das razões para essa adaptação difícil é a mudança radical de estilo de jogo. Barcola, que tem 24 anos, até então jogava apenas na França, onde passou pelo Lyon e pelo Paris Saint-Germain. Em uma entrevista à “TF1”, ele falou sobre como o futebol inglês é bem diferente do que ele estava acostumado. Para ele, a ênfase na parte física é muito maior, enquanto os aspectos táticos parecem ter um papel menor.
Ele explicou que seu atual técnico, Andoni Iraola, pede um tipo de jogo diferente do que Luis Enrique, seu treinador anterior, exigia. Barcola comentou: “A Premier League? É diferente. Acho que é menos tática! No PSG, tínhamos um treinador muito tático, mas aqui é mais direto, com menos mudanças durante as partidas.” Ele notou que no futebol francês ele tinha mais liberdade para se movimentar, alternando entre as posições no ataque, enquanto que no Liverpool ele tem jogado mais fixo pela ponta esquerda.
Na semana passada, ele já havia compartilhado suas impressões à “Sky Sports”, mencionando que, embora tanto a Ligue 1 quanto a Premier League sejam físicas, a dinâmica das corridas é o que realmente se destaca. Barcola disse: “A grande diferença é que a Ligue 1 tem muitos jogadores fortes, que entram firme nas disputas. Aqui, a fisicalidade está mais ligada às corridas que você precisa fazer, já que os jogos vão de uma área à outra.”
Ele também admitiu que a intensidade elevada dos jogos o fez sentir cãibras nos primeiros desafios, algo que ele não esperava. Apesar das dificuldades, Barcola vê isso como uma oportunidade de crescimento e um novo desafio. Ele está determinado a se adaptar e fazer a diferença no Liverpool, especialmente em uma temporada de transição, com a chegada de Iraola e a saída de jogadores icônicos.