Nos últimos tempos, o clima no Chelsea em relação a Andrey Santos parecia bastante otimista. O jovem brasileiro estava recebendo oportunidades e contava com a confiança da comissão técnica. Ele era visto como uma promessa para o futuro do clube. No entanto, essa situação mudou drasticamente em pouco tempo. A transferência para o Manchester United, que foi concretizada por 50 milhões de libras, não aconteceu do nada. Ela foi resultado de uma série de fatores, como a pressão de um elenco muito cheio, a necessidade de Andrey de jogar com mais frequência e uma proposta financeira que o Chelsea considerou vantajosa.
A trajetória do Chelsea nos últimos anos é marcada por grandes investimentos e pela formação de um dos elencos mais robustos da Europa. O meio-campo, em particular, se tornou um verdadeiro campo de batalha. Jogadores como Caicedo se tornaram peças-chave, enquanto Enzo Fernández se firmou como um dos pilares do time. Além deles, nomes como Romeo Lavia e até mesmo Reece James também estavam ocupando espaço no setor. A busca do Chelsea por reforços, como Granit Xhaka, só reforçava a ideia de que o clube queria ainda mais opções para o meio-campo. Nesse cenário, Andrey começou a perceber que seu desenvolvimento poderia ser prejudicado se permanecesse em Stamford Bridge.
Andrey Santos tomou a iniciativa e procurou a diretoria do Chelsea para conversar sobre seu futuro. No início, ele estava disposto a ficar no clube, acreditando que teria chances de jogar em uma temporada que prometia ser cheia, especialmente com a participação na Champions League. Porém, a situação mudou quando o time não conseguiu se classificar para competições europeias. Com um calendário mais enxuto, as oportunidades de jogo se tornariam ainda mais limitadas. Para um jovem de apenas 22 anos, que buscava se firmar no futebol, essa possibilidade de passar muito tempo no banco de reservas não era atraente.
O Chelsea entendeu a posição de Andrey e autorizou seus representantes a buscarem clubes interessados. Sem restrições quanto ao destino, isso abriu espaço para que até um rival direto da Premier League pudesse entrar na negociação. O Manchester United aproveitou a oportunidade e fechou a compra por 50 milhões de libras. Desse total, 48 milhões serão pagos de forma fixa, enquanto 2 milhões dependem de metas de desempenho. O Chelsea ainda garantiu uma cláusula que lhe dá 10% de uma futura venda do jogador. Para os londrinos, essa foi uma operação bastante lucrativa, já que em 2023 Andrey foi adquirido do Vasco por cerca de 16 milhões de libras. Agora, seu valor de mercado quase triplicou, mesmo sem ter se tornado um titular incontestável.
A saída de Andrey não significa que o Chelsea tenha perdido a fé em seu talento. Na verdade, o clube reconhecia suas qualidades, como a capacidade de acelerar o jogo e a visão para fazer passes decisivos. Enzo Maresca, que era o treinador na primeira metade da última temporada, chegou a defender sua permanência, vendo Andrey como uma opção valiosa. Contudo, as oportunidades que ele teve não foram suficientes para garantir a consistência que se esperava.
Um episódio marcante da passagem de Andrey pelo Chelsea ocorreu em um jogo contra o Brighton. Ele cometeu um erro ao dominar mal a bola sob pressão, resultando em uma falta que levou um companheiro à expulsão. Esse lance acabou custando caro ao time, que perdeu a partida. A partir daí, Andrey viu suas chances diminuírem. Ele voltou a ser titular em um jogo, mas foi substituído no intervalo. As oportunidades que surgiram eram em partidas de menor importância.
A troca de treinador parecia oferecer uma nova chance para o brasileiro. Liam Rosenior, que já havia trabalhado com Andrey, parecia disposto a utilizá-lo com mais frequência. No entanto, essa sequência também não durou. Após um jogo em que o Chelsea teve problemas defensivos, Andrey voltou a ser deixado de lado, e nos últimos jogos sob o comando de Rosenior, ele sequer foi para o banco de reservas.
Nada disso significa que o Chelsea tenha desistido de Andrey. Internamente, a avaliação era de que ele ainda é um meio-campista jovem e promissor, com mais experiência do que muitos atletas da sua idade. No entanto, com a forte concorrência no elenco e o desejo do jogador de atuar regularmente, a venda acabou sendo a decisão mais sensata para todos os envolvidos.