Coritiba pode abrir portas para empresa italiana no Brasil

O Coritiba está em negociações com a fornecedora italiana de material esportivo Macron para ser a nova parceira do clube na próxima temporada. O jornalista Rogério Scarione, da Rádio Jovem Pan News, informou que representantes do Coxa estão atualmente na Itália para fechar o contrato, que pode marcar a entrada da Macron no mercado brasileiro. Até agora, a marca ainda não tinha patrocinado nenhum clube por aqui, então, se tudo der certo, o Coritiba seria seu primeiro passo por essas bandas.

Atualmente, a Macron já é conhecida no cenário esportivo mundial, vestindo 134 parceiros entre clubes, federações e árbitros. Alguns dos clubes mais famosos que usam a marca são o Crystal Palace na Premier League, o Wrexham na Segunda Divisão da Inglaterra, e times da Série A italiana, como Bolonha e Udinese. A marca também é responsável pelos uniformes das equipes de arbitragem da CBF, e isso mostra um pouco da sua força no mercado.

Por outro lado, o Coritiba ainda tem um contrato em vigor com a Diadora, que vai até 2029. A Diadora, também italiana, já estampou os uniformes do clube por duas temporadas desde 2024. A situação se complica um pouco porque, para que a Macron assuma, o Coritiba precisaria resolver a rescisão contratual com a Diadora. Recentemente, houve problemas com a fornecedora, como a falta de camisas suficientes para o varejo e atrasos nos lançamentos dos uniformes de treino, que foram abertamente criticados pelo ex-CEO do clube, Lucas de Paula.

Ele chegou a mencionar que a eficiência do clube não era o problema, mas sim questões internas do fornecedor que estavam afetando a entrega. Desde então, o assunto parece ter esfriado na imprensa, mas em março deste ano, a Diadora lançou a nova camisa 1, com seu design tradicional de listras horizontais, seguida pela camisa 2, que tem listras verticais. Recentemente, também foram apresentadas linhas inspiradas no artista Poty Lazarotto e na campanha do Outubro Rosa, que, por sinal, agradaram bastante aos torcedores.

Embora a Diadora ainda tenha um contrato vigente, o Coritiba não está descartando a possibilidade de troca de fornecedor. Além da Macron, outras marcas como a espanhola Kelme e a japonesa Mizuno também estão sendo consideradas. A decisão sobre a troca de fornecedor envolve várias áreas do clube, como marketing e o departamento de futebol. Um detalhe que costuma passar despercebido é a importância de manter a criação dos uniformes dentro do clube, o que pode garantir uma originalidade maior nos produtos.

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Rafael Souza