Lionel Messi é sempre uma figura de destaque, mas na última edição da Copa do Mundo, a situação de Rodrigo de Paul também despertou curiosidade. Depois de se transferir para o Inter Miami em 2025, muitos começaram a questionar se sua carreira estava em declínio e se ele ainda teria espaço na seleção argentina. No entanto, a estreia da Argentina na Copa, com uma vitória convincente de 3 a 0 sobre a Argélia, provou que ele ainda está em grande forma.
De Paul, aos 32 anos, se mostrou fundamental tanto com a bola quanto sem ela. Ele foi incisivo em desarmes e duelos, mantendo a intensidade que o caracteriza. Com liberdade para flutuar pelo campo, atuou como um meia direita participativo na construção das jogadas. Ele se transformou em um verdadeiro pilar para a equipe, assim como foi no título mundial conquistado quase quatro anos atrás.
As dúvidas sobre o desempenho de De Paul não eram infundadas. A liga dos Estados Unidos não é comparável em termos de técnica e tática à europeia, e muitos temiam que isso afetasse seu jogo. No entanto, quando ele veste a camisa da seleção, parece deixar essas preocupações de lado. Na partida contra a Argélia, um adversário respeitável, ele não deixou que o time africano anulasse sua presença em campo. Durante as jogadas ofensivas, ele ocupou até mesmo uma posição quase de lateral-direito, permitindo que outros jogadores avançassem sem restrições.
Um momento marcante foi no primeiro gol de Messi, onde De Paul apareceu entre os zagueiros adversários e, com um passe preciso, desmarcou seis defensores. Isso deu espaço para Messi brilhar e abrir o placar. No terceiro gol, ele novamente se destacou, participando do contra-ataque antes de Messi finalizar com um golaço. Ao todo, De Paul teve quase 70 ações com a bola e acertou 92% dos passes, sendo considerado o melhor em campo, excluindo Messi.
Rodrigo de Paul, muitas vezes visto como o “protetor” de Messi em campo, merece mais reconhecimento do que isso. Ele começou a se destacar na Serie A pela Udinese e rapidamente se tornou um titular importante sob o comando de Lionel Scaloni, desde 2019. Seu papel foi crucial na conquista da Copa América em 2021, quando deu a assistência para o gol de Ángel Di María, que garantiu o título contra o Brasil no Maracanã. Além disso, ele fez parte da seleção que conquistou a Copa do Mundo no Catar em 2022, jogando todas as partidas e sendo substituído apenas três vezes.
Com a expectativa de um tetracampeonato em 2026, De Paul tem muito a oferecer. A Argentina já se prepara para o próximo desafio, um jogo complicado contra a Áustria na próxima segunda-feira (22), antes de encerrar a fase de grupos contra a Jordânia. A trajetória de Rodrigo de Paul promete ser emocionante e cheia de desafios, e é bom ficar atento ao que vem por aí.