Dúvidas táticas na final entre Espanha e Argentina

A final da Copa do Mundo de 2026 promete ser um verdadeiro espetáculo entre Espanha e Argentina. Ambas as seleções têm um estilo de jogo ofensivo que gira em torno da posse de bola e da troca de passes. No entanto, cada uma tem sua maneira particular de fazer isso.

A Espanha, com sua tradição de Jogo de Posição, se destaca ao levar a bola até jogadores que ocupam posições específicas no campo. Já a Argentina prefere uma abordagem mais coletiva, onde os jogadores se aproximam para avançar juntos com a posse. Isso já nos dá uma ideia de como será a estratégia dos técnicos Luis de la Fuente e Lionel Scaloni durante a partida.

### Quem terá mais a posse de bola?

Alexis Mac Allister, do meio-campo argentino, acertou ao dizer que é um alívio ver duas seleções que jogam um bom futebol chegando à final. A Espanha, por exemplo, tem uma média impressionante de 63,7% de posse de bola na Copa do Mundo, dominando a maioria dos jogos que disputou. A única exceção foi no segundo tempo contra a França, onde ainda assim teve uma leve perda de posse.

A Argentina também se destaca, com uma média de 60,9%. No entanto, sua campanha foi marcada por momentos em que o time teve menos controle da bola, especialmente nas fases eliminatórias. Isso pode indicar que a Espanha deve dominar a posse durante a partida, com seus jogadores abertos pelas laterais e uma movimentação fluida no meio-campo.

### Como a Argentina pode anular o jogo da Espanha?

Quando se pensa na Espanha controlando a bola, surge a dúvida de como a Argentina se comportará defensivamente. O time não se sente confortável em um bloco mais baixo, já que sua força está em manter a posse e rodá-la entre os meio-campistas, sempre buscando Lionel Messi.

A equipe de Scaloni pode optar por um jogo mais físico, com entradas mais duras para equilibrar o embate. Essa estratégia já foi utilizada em jogos anteriores, como no primeiro tempo contra a Inglaterra, onde tentaram igualar a força física do oponente. O estilo brigador dos jogadores argentinos pode ser um fator chave para tentar neutralizar a posse espanhola.

### Como a Argentina se posicionará defensivamente?

Durante o torneio, a Argentina geralmente se organizou em um 4-4-2, com Messi e Julián Álvarez à frente, enquanto Rodrigo De Paul e Mac Allister se posicionam pelas laterais. No entanto, em momentos críticos, a formação mudou para um 4-1-4-1, o que pode mudar a dinâmica do jogo.

Esse ajuste pode ajudar a Argentina a anular as jogadas da Espanha. Messi, que muitas vezes não pressiona os adversários com a bola, pode acabar deixando espaço para os zagueiros espanhóis. Se a Argentina optar pelo 4-4-2, pode ser necessário que Álvarez pressione a saída de bola dos defensores, para minimizar a criação de jogadas da Espanha.

### Um jogo com mais velocidade?

A equipe que dominar a posse de bola pode acabar se expondo a contra-ataques. Embora nem Espanha nem Argentina sejam conhecidas por jogarem de forma muito rápida, a entrada de jogadores como Yamal e Simeone pode ser crucial. Yamal, em particular, tem se destacado e pode criar chances importantes.

Por outro lado, a Argentina precisa ter cuidado. A tendência é que, se tentarem acelerar o jogo, isso pode resultar em devolver a posse à Espanha rapidamente, o que não seria ideal. Para a Albiceleste, manter a bola e usá-la para acalmar os ânimos da equipe espanhola é fundamental.

### A batalha de craques

E, claro, não podemos esquecer de Messi. O craque argentino vive uma fase incrível na Copa, com oito gols e quatro assistências, mesmo aos 39 anos. Ele tem buscado espaços menos congestionados no campo para se destacar, e a estratégia da Espanha em marcá-lo será uma questão a ser observada.

A partida promete ser cheia de nuances táticas e emocionantes, e a expectativa é enorme para ver como essas duas potências do futebol se enfrentarão no MetLife Stadium, em Nova Jersey. A Argentina busca seu quarto título mundial, enquanto a Espanha sonha com o segundo. A bola rola neste domingo às 16h, horário de Brasília.

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Rafael Souza