Fàbregas critica a seleção da Itália por atrapalhar Como

A Série A está de volta após a pausa para a Data FIFA e promete um confronto emocionante: Como e Roma se enfrentam, trazendo à tona duas equipes que têm se destacado no futebol italiano desde a temporada passada. Para tentar surpreender os líderes da competição, o técnico Cesc Fàbregas terá que lidar com uma ausência significativa: Moise Kean voltou da seleção italiana com uma lesão.

Em uma coletiva realizada neste sábado (10), Fàbregas confirmou que o atacante ficará fora por cerca de “sete a dez dias” devido à lesão, o que significa que ele não vai participar do jogo contra os Giallorossi neste domingo (11), marcado para as 7h30 (horário de Brasília), no Stadio Giuseppe Sinigaglia. Essa partida será crucial, pois reunirá três laterais observados pela seleção brasileira: Yan Couto, Kaiki Bruno e Wesley.

Kean, que foi contratado em setembro por um valor que pode chegar a 40 milhões de euros (aproximadamente R$ 240 milhões na época), já teve a chance de jogar quatro partidas com a camisa do Como e até deu uma assistência. Antes de ser diagnosticado com uma lesão na tíbia, ele estava sendo cotado para ser titular. Fàbregas aproveitou a oportunidade para pedir uma comunicação mais eficaz entre o clube e a Federação Italiana de Futebol (FIGC).

O treinador explicou a situação de Kean, que sofreu uma pancada forte durante o jogo contra a Bélgica, onde ele jogou os 90 minutos mesmo sentindo dor. “A comunicação entre a federação e o clube, como acontece com todos, pode ser melhorada. Ele terminou o jogo contra a França e só depois foi constatada a lesão na ressonância magnética”, disse Fàbregas.

Moise Kean foi titular na derrota da seleção italiana para a Bélgica por 2 a 0, no dia 25 de setembro, e, mesmo machucado, não deixou o campo. Na partida seguinte, ele ficou no banco durante a vitória dos Azzurri sobre a Turquia, mas voltou a ser escalado por Roberto Mancini no empate contra a França, no dia 2 de outubro, jogando os 90 minutos.

A ausência de Kean é sentida, especialmente porque o Como terá que encarar a Roma sem uma opção forte no ataque. Com a limitação de jogadores, Anastasios Douvikas se torna a única alternativa na posição centralizada do setor ofensivo, e ele já balançou as redes três vezes em seis jogos nesta temporada.

Fàbregas reconhece a força da Roma, destacando que é um grande time com um excelente treinador, Gian Piero Gasperini. No entanto, ele se mostra confiante: “Vamos tentar jogar o nosso jogo abertamente.” A expectativa é alta para esse duelo, que promete ser muito disputado.

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Rafael Souza