Recentemente, uma investigação feita pelo repórter Vinicius Cordeiro, com a repercussão do editor Julio Filho, trouxe à tona um tema polêmico: “Petraglia faz negócio de família no Furacão”. Essa história começa com a troca do gramado sintético na Baixada, que será realizada pela Kango Brasil. O detalhe interessante é que Mario Celso Keinert Petraglia, diretor da empresa, é filho do presidente do Athletico, Mario Celso Petraglia.
Essa relação familiar não surpreende quem acompanha a trajetória do presidente, que, além da filha Ana Paula, que segue seu próprio caminho, construiu um verdadeiro império familiar ao redor do clube. Desde serviços variados, como aulas de inglês, até a venda de produtos e até mesmo direitos de jogadores, a “Family Business” Petraglia abrange um leque enorme de atividades que envolvem o Furacão.
Vale ressaltar que o termo “Family Business” aqui não tem relação com o famoso filme “Negócios de Família”, que fala sobre a relação entre um avô mafioso e seu neto. O que está em jogo é muito mais do que isso.
Alguns questionam a legalidade dessa prática, dizendo que contraria o estatuto do Athletico. No entanto, no contexto do futebol brasileiro, muitas irregularidades acabam se tornando parte do cotidiano, principalmente quando o time continua a ter sucesso em campo. O presidente Petraglia parece acreditar que a contribuição da sua família ao clube justifica sua posição e as trocas de serviços.
Essa situação se tornou tão comum que a falta de ação dos sócios e Conselhos acabou transformando essas práticas em uma espécie de norma. Assim, os negócios familiares estão tão entrelaçados com a vida do Athletico que seus efeitos devem perdurar por muitos anos. Com as eleições para a presidência do clube marcadas para novembro de 2027, fica a pergunta: será que a “Family Business” Petraglia vai mesmo abrir mão desse poder?