Fifa obriga Haiti a mudar uniforme antes da Copa contra o Brasil

O Haiti, que vai enfrentar o Brasil na fase de grupos da Copa do Mundo, precisará fazer uma mudança de última hora em seu uniforme. A FIFA, em um comunicado divulgado na terça-feira (9), pediu alterações no design da camisa da seleção, alegando que alguns elementos poderiam ser interpretados como mensagens políticas.

A fornecedora do material esportivo do Haiti, a Saeta, explicou que a intenção por trás do uniforme era homenagear a Batalha de Vertières, um evento importante na luta pela independência do país em relação à França. No entanto, a FIFA não aceitou essa interpretação e solicitou ajustes. A Saeta enfatizou que o design foi pensado para homenagear as pessoas que trabalham diariamente pelo futuro do Haiti, sem a intenção de transmitir mensagens políticas.

Apesar de acatar a solicitação da FIFA, a Saeta ainda não revelou quais mudanças serão feitas na camisa. Com a estreia da seleção marcada para sábado (13), contra a Escócia, no Gillette Stadium, em Foxborough, Massachusetts, a empresa terá que se apressar para garantir que a nova remessa chegue a tempo.

Regras rigorosas para uniformes na Copa do Mundo

As regras para os uniformes na Copa do Mundo são bem rigorosas. Além de proibir mensagens políticas ou identitárias, a FIFA também controla a produção e as cores que cada seleção pode usar durante os jogos. Cada time tem a opção de oficializar dois conjuntos diferentes de uniformes, mas precisa da aprovação da FIFA para as cores escolhidas, garantindo que sejam contrastantes.

Antes do torneio, a FIFA determina quais combinações de uniformes serão utilizadas em cada partida da fase de grupos, com até um mês de antecedência. O ideal é que as seleções utilizem seus uniformes principais, mas a escolha também considera quem está jogando em casa. Além disso, os uniformes dos goleiros precisam ser diferentes dos jogadores de linha, e três cores distintas devem ser aprovadas pela FIFA, garantindo variedade nas combinações durante os jogos.

Com tantos detalhes a serem considerados, é fácil entender a pressão que a Saeta enfrenta agora. Afinal, o relógio está correndo e a expectativa é alta para a estreia do Haiti na Copa do Mundo.

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João Ribeiro