A França confirmou seu favoritismo ao vencer o Iraque por 3 a 0 nesta segunda-feira, dia 22, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. Esse foi o segundo jogo da seleção francesa no Grupo I da Copa do Mundo. O destaque da partida foi Kylian Mbappé, que marcou dois gols e alcançou uma marca histórica: com 16 gols em Copas do Mundo, ele agora ultrapassou Ronaldo Fenômeno e igualou Miroslav Klose, ficando atrás apenas de Lionel Messi, que tem 18 gols.
A atuação da seleção foi marcada não só pelos gols, mas também por uma interrupção de mais de duas horas devido ao mau tempo na região da Filadélfia. O protocolo de segurança foi acionado durante o intervalo, quando a França já estava na frente por 1 a 0. Mesmo sem jogar no seu ritmo máximo durante os 90 minutos, a equipe bicampeã mostrou por que é considerada uma das mais fortes do torneio. Quando acelerou o jogo, foi muito superior ao Iraque, e quando diminuiu o ritmo, controlou a partida sem grandes dificuldades.
## Um Elenco de Peso
Um dos grandes trunfos da França é a profundidade do seu elenco. O técnico Didier Deschamps tem à sua disposição várias opções que não comprometem a qualidade do time. Isso ficou evidente na mudança de estratégia contra o Iraque. Na estreia, contra o Senegal, Deschamps escalou Aurélien Tchouaméni no meio-campo. Para o jogo seguinte, a escolha recaiu sobre Manu Koné, que trouxe uma dinâmica diferente ao setor, com mais mobilidade e intensidade.
Outra alteração importante foi na linha de ataque. Após começar a Copa com Désiré Doué como titular, Deschamps decidiu promover Bradley Barcola ao time principal, uma escolha que se mostrou acertada. Barcola já havia impactado o jogo contra o Senegal, entrando e marcando rapidamente após sua entrada. Ele se mostrou uma alternativa forte para um ataque recheado de estrelas como Mbappé, Ousmane Dembélé e Olise.
## Ritmos Diferentes Durante a Partida
Apesar da qualidade individual dos jogadores, a França ainda busca uma regularidade maior em suas atuações. Em muitas partidas, o time parece alternar entre diferentes intensidades. Na estreia contra o Senegal, o primeiro tempo foi abaixo do esperado, mas no segundo, a equipe acelerou e resolveu a partida rapidamente. Já contra o Iraque, o começo foi forte, com a França pressionando e criando chances logo nos primeiros minutos. O gol inicial parecia promissor, mas a equipe acabou diminuindo o ritmo, controlando a posse de bola sem a mesma agressividade do começo.
Após a longa paralisação por conta do mau tempo, a França continuou a dominar o jogo, mas sem transformar essa superioridade em muitas oportunidades de gol. O segundo gol surgiu após um erro da defesa iraquiana, e curiosamente, foi nesse momento que os franceses voltaram a acelerar o jogo. A pressão aumentou, e as recuperações de bola se tornaram mais incisivas.
Embora essas oscilações não comprometam a trajetória da França na fase de grupos, elas precisam ser observadas para a fase eliminatória. A equipe tem talento e repertório para superar adversários, mas o desafio de Deschamps será fazer com que seus jogadores mantenham esse nível de intensidade por mais tempo. Quando a França acelera, fica claro que poucos times conseguem acompanhá-la.