impacto da cultura no clube é notável

Filipe Luís está vivendo um momento muito especial em sua carreira. Após uma trajetória vitoriosa no Flamengo, ele agora se aventurou como técnico no Monaco, e essa mudança está sendo desafiadora, mas cheia de aprendizados. A chegada dele ao clube do principado não só destacou sua capacidade de adaptação a novos cenários, como também trouxe resultados promissores.

Um ponto interessante nessa transição é que a escolha de Filipe Luís para o Monaco contou com a visão de Thiago Scuro, o diretor-geral do clube. Em uma conversa descontraída, Scuro comentou sobre o que fez dele a opção ideal para essa nova fase da equipe francesa. Para ele, o que mais impressionou foi a forma como Filipe Luís conseguiu moldar o Flamengo, não apenas em termos de conquistas, mas pelo comportamento da equipe e a maneira como ele organiza o jogo.

O contato inicial entre os dois aconteceu durante o Mundial de Clubes, enquanto Filipe ainda estava no Flamengo. Scuro se lembrou de ter trocado algumas mensagens com o técnico, discutindo metodologias de treino e o estilo de liderança que ele trazia. Nesse período, o Monaco estava passando por uma reestruturação, tendo que vender jogadores importantes e sem muito espaço financeiro para novos reforços.

Thiago Scuro destacou a facilidade de comunicação que teve com Filipe Luís e como isso impactou positivamente a cultura do clube. Ele acredita que o novo treinador é ambicioso e tem uma visão clara de jogo, além de contar com uma boa equipe ao seu redor. Essa abordagem tem sido fundamental, especialmente em um momento em que o Monaco busca desenvolver talentos, ao contrário do Flamengo, que tinha um elenco mais maduro.

Na prática, o que costuma acontecer é que treinar um time jovem traz desafios e oportunidades diferentes. Scuro apontou a rapidez com que Filipe Luís aprende e se adapta ao novo ambiente e ao estilo de jogo mais físico do futebol francês. Ele reconheceu que a mudança de um elenco experiente para um mais jovem pode ser complicada, mas Filipe já demonstrou que tem a capacidade de trabalhar bem nesse contexto.

Uma observação que não pode passar despercebida é que, mesmo quando estava no Flamengo, Filipe já mostrava interesse em dar oportunidades a jogadores mais novos. Em 2024, a média de idade do time no Campeonato Brasileiro era de 26,62 anos, e no ano seguinte caiu para 25,62, com um foco maior nas promessas da base. Essa mudança de mentalidade é um indicativo de seu compromisso em moldar o futuro do Monaco.

Ele também percebeu que mudar o comportamento de jogadores mais velhos é uma tarefa complexa. Por isso, a habilidade de impactar um elenco maduro sem a posse de bola é um desafio para qualquer treinador. Apesar de estar ciente das dificuldades, Thiago Scuro confia no trabalho de Filipe Luís, especialmente por sua experiência em categorias de base.

Desde que assumiu o Monaco em julho, Filipe tem enfatizado a importância de um time que jogue coletivamente, mesmo sem a bola. Ele quer que os jogadores trabalhem juntos para limitar os espaços dos adversários e, quando estão com a posse, que consigam ser rápidos e diretos. O resultado disso é um Monaco que se destaca pelo futebol ofensivo e pela pressão intensa quando não está com a bola.

Thiago Scuro comentou sobre a evolução do time e como o trabalho de Filipe Luís já trouxe um equilíbrio maior à equipe. Ele notou que, em jogos como o contra o Paris Saint-Germain, o time tem mostrado um ótimo controle, tanto com a posse quanto na organização defensiva, permitindo que sejam agressivos ao pressionar os adversários.

No fundo, a experiência de Filipe no Flamengo tem sido um trunfo para o Monaco, ajudando a elevar o nível do time em confrontos importantes e contribuindo para a construção de um modelo de jogo eficaz. Para Scuro, isso é apenas o começo de um novo ciclo promissor para a equipe.

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Rafael Souza