A seleção norueguesa fez história ao eliminar o Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo, mas a festa não durou muito. No último sábado (11), a equipe enfrentou a Inglaterra e, após uma prorrogação, acabou derrotada por 2 a 1, encerrando sua melhor campanha em Mundiais.
O destaque do time, Erling Haaland, não conseguiu brilhar como no jogo anterior. Contra o Brasil, ele teve uma performance impressionante, marcando dois gols em apenas quatro finalizações. A estratégia do técnico Carlo Ancelotti foi clara: a seleção brasileira optou por ter menos posse de bola, permitindo que Haaland tivesse espaço para correr e se destacar. A posse de 34% foi a menor da Amarelinha desde que os registros começaram, em 1966.
Na partida contra a Inglaterra, o cenário foi bem diferente. A equipe adversária soube neutralizar Haaland, que teve apenas 21 ações com a bola, muito abaixo das 30 que conseguiu contra o Brasil. É interessante notar que Haaland é um atacante que, apesar de ter pouca posse, se torna mortal quando recebe a bola em boas condições. Contra os ingleses, isso não aconteceu.
Os dois gols que Haaland marcou contra o Brasil ocorreram em momentos em que a defesa brasileira não conseguiu pressionar. Por exemplo, o primeiro gol surgiu de um erro de Endrick e uma brecha deixada por Danilo. Já o segundo foi consequência de um lançamento longo do goleiro, Orjan Nyland, que ele soube aproveitar. Naquele jogo, Haaland conseguiu empurrar os defensores e abrir espaço, permitindo que seus companheiros também se aproximassem do gol.
No entanto, contra a Inglaterra, a situação foi bem diferente. A equipe de Thomas Tuchel impôs uma marcação sólida, dificultando qualquer ação do centroavante. Mesmo quando a Noruega teve mais posse de bola nos minutos seguintes, não conseguiu encontrar espaços. Além disso, as finalizações de Haaland foram em situações complicadas. A primeira, aos 34 minutos, exigiu um cabeceio difícil, enquanto a segunda, logo no início do segundo tempo, não levou perigo ao gol.
Uma oportunidade que poderia ter mudado a história foi um contra-ataque em que Alexander Sorloth, em vez de tocar para Haaland, tentou um chute e errou o alvo. Esse lance ocorreu logo após o gol de empate da Inglaterra, o que poderia ter dado uma vantagem crucial para a Noruega.
Haaland também não se destacou no jogo aéreo, vencendo apenas três de quatro duelos. O desempenho dele em lançamentos também foi menos eficaz, acertando apenas sete dos 25 tentados, em contraste com os 12 acertos contra o Brasil. No fim das contas, após 14 partidas consecutivas marcando, o atacante ficou em branco, algo que não acontecia desde outubro de 2021.
A trajetória da Noruega na Copa do Mundo foi marcante, mas o jogo contra a Inglaterra mostrou que o futebol pode ser imprevisível e que, mesmo os grandes craques, como Haaland, podem passar por dificuldades em momentos decisivos.