Itália ensina a ser um zagueiro melhor, afirma brasileiro

João Gabriel, um jovem zagueiro de apenas 19 anos, tem uma história interessante que revela as diferenças na formação de jogadores entre o Brasil e a Itália. Nascido e criado no Brasil, ele passou suas primeiras experiências no futebol jogando nas categorias de base do Corinthians. Lá, aprendeu a importância da entrega e da garra, características que são muito valorizadas no futebol brasileiro, especialmente em um clube tão tradicional.

Quando João chegou à Itália, tudo mudou. Ele se transferiu para o Como, após um empréstimo à Roma. E foi nessa mudança que ele percebeu como a formação tática do futebol europeu é distinta. Enquanto no Brasil o foco estava em ter a bola e jogá-la com intensidade, na Itália ele encontrou um enfoque mais estratégico, que enfatiza a defesa e a organização do jogo. Isso, para ele, foi uma verdadeira transformação.

Ele compartilhou em uma entrevista que, ao chegar na Itália, começou a receber um treinamento tático muito mais profundo do que estava acostumado. “No Brasil, o trabalho tático não era tão aprofundado. Aqui, é uma abordagem que começa desde cedo e é muito mais detalhada”, explicou. Essa mudança fez com que ele se sentisse mais preparado para enfrentar os desafios do futebol europeu.

João Gabriel teve a oportunidade de treinar com grandes nomes, como José Mourinho e Cesc Fàbregas. Ele destacou que, enquanto Mourinho é conhecido por sua abordagem mais rígida, Fàbregas é mais próximo dos jogadores, criando um ambiente mais acolhedor. “Com De Rossi e Fàbregas, eu senti uma conexão mais pessoal”, contou. Ele acredita que essa maneira de lidar com os atletas ajuda a criar um vestiário mais unido e motivado.

Atualmente, João Gabriel ainda não estreou como profissional, mas já tem algumas experiências em amistosos com a seleção principal do Líbano, país do qual seu avô é natural. Essa convocação foi uma surpresa, mas ele enxerga isso como uma honra. “Defender o Líbano é um orgulho para mim. Tenho carinho pelo país do meu avô”, comentou.

Ele reconhece que, embora tenha feito alguns amistosos, ainda precisa evoluir para se firmar no Como. A velocidade do jogo profissional é algo que ele está trabalhando, assim como a leitura tática, algo que se tornou ainda mais importante na Itália. “A concorrência é forte, principalmente com o investimento que o Como tem feito. Isso torna tudo mais desafiador”, analisou.

Enquanto isso, ele segue jogando no sub-20 do Como, aprendendo e se adaptando ao estilo de jogo do time. E para quem observa, fica claro que João Gabriel está em um caminho promissor, aprendendo a cada dia e se preparando para o que vem pela frente.

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Rafael Souza