O Uruguai vai entrar em campo nesta segunda-feira (15) para a sua estreia na Copa do Mundo. A partida será contra a Arábia Saudita, às 19h (horário de Brasília), no Estádio de Miami, na Flórida. O time, sob o comando de Marcelo Bielsa, faz parte do Grupo H e terá pela frente também a Espanha e Cabo Verde, em busca de uma vaga para as fases finais do torneio.
Infelizmente, o Uruguai vai ter um desfalque importante: o meia Giorgian de Arrascaeta, que veste a camisa 10 e é um dos principais jogadores da seleção. Ele sofreu uma lesão durante a preparação para a Copa e, após uma cirurgia na clavícula, acabou se lesionando novamente. Dessa vez, foi um problema muscular na panturrilha direita, que é a mesma que afastou Neymar do torneio.
A situação de Arrascaeta é delicada. Ele esteve em risco de ser cortado da seleção, mas, surpreendentemente, foi mantido no elenco. Desde o início, a Federação Uruguaia e o Flamengo, seu clube, têm trocado informações sobre sua condição. No entanto, essa comunicação gerou uma certa tensão entre eles. O Flamengo acredita que a seleção uruguaia forçou o retorno do jogador, colocando-o em uma carga de treino maior do que deveria.
Para entender melhor, Arrascaeta não jogou em maio por causa da fratura na clavícula. Assim que a nova lesão foi identificada, fontes do Flamengo expressaram desconforto em relação à preparação do jogador com a seleção. Mesmo que houvesse diálogo, a impressão é que a carga de treinos foi intensa demais, prejudicando a recuperação. Lesões musculares de grau 2, como a que ele sofreu, normalmente exigem até cinco semanas para uma recuperação completa.
Apesar de não ter sido cortado, a expectativa é que Arrascaeta só consiga jogar a partir da última rodada da fase de grupos. Na véspera do jogo, Bielsa defendeu que toda a preparação do jogador foi supervisionada por um fisioterapeuta que sempre trabalhou com ele. Bielsa afirmou que todas as decisões foram tomadas em conjunto e com responsabilidade.
Por outro lado, o Flamengo discorda dessa versão. Luiz Eduardo Baptista, o presidente do clube, afirmou que o que foi acordado não foi respeitado. Ele disse que a equipe médica da seleção garantiu que Arrascaeta não voltaria a campo antes de 15 dias, mas que o treinador decidiu forçá-lo a voltar antes, resultando na nova contusão.
A intenção do Flamengo era que Arrascaeta seguisse um cronograma de recuperação parecido com o de Neymar, que não tinha uma lesão muscular na época. Quando se apresentou à seleção, no final de maio, ele fez exames e recebeu um prazo de duas a três semanas para voltar a jogar. Como ficou um mês fora das partidas, a falta de ritmo de jogo pode ter contribuído para a nova lesão.
Agora, Arrascaeta se prepara para tentar voltar contra Cabo Verde, no dia 21 de junho, e enfrentar a Espanha, em 26 de junho, nos últimos jogos da fase de grupos. A situação é tensa, mas todos esperam que ele consiga se recuperar e ajudar a seleção em um momento tão importante.