Os 40 clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro estão enfrentando um cenário bem complicado quando o assunto é finanças. Juntas, essas equipes acumulam impressionantes R$ 25 bilhões em dívidas. Essa informação vem da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade no Futebol (Anresf), um órgão criado pela CBF com o intuito de regular o Fair Play Financeiro no país.
Recentemente, a Anresf divulgou um ranking dos clubes mais endividados, com base nos balanços financeiros mais recentes e nas declarações feitas pelas equipes em julho. Um dado que chama atenção é que apenas 15 dos 40 clubes afirmaram não ter pagamentos em atraso até 30 de junho. Isso significa que a grande maioria, 25 times, entrou no mês com dívidas de salários, transferências ou impostos.
Entre as equipes, o Corinthians é o grande líder no quesito dívidas, com um total de R$ 2,76 bilhões. Logo atrás estão o Atlético-MG, com R$ 2,66 bilhões, e o São Paulo, que deve R$ 2,45 bilhões. É interessante notar que, apesar de estarem em alta no campeonato, o Palmeiras e o Flamengo também estão em situações financeiras delicadas, com dívidas de R$ 1,58 bilhão e R$ 1,26 bilhão, respectivamente.
O Athletico, que inclui a dívida da Arena da Baixada em seus números, possui R$ 405 milhões em passivos. Para colocar em perspectiva, o Coritiba tem R$ 185 milhões em dívidas, mas ambos estão entre os clubes menos endividados do Brasileirão. O Mirassol, por sua vez, se destaca como o time com a menor dívida, totalizando apenas R$ 11 milhões.
A situação financeira no futebol brasileiro não é só sobre o montante das dívidas, mas também sobre como as equipes lidam com elas. Por exemplo, quem acompanha de perto já percebeu que, em tempos de crise, algumas instituições podem adiar pagamentos, o que acaba se refletindo nas finanças gerais. O sistema de monitoramento da Anresf, que começou em janeiro, está de olho exatamente nesses pontos, buscando trazer mais transparência e responsabilidade para o esporte.
O ranking de dívidas dos clubes brasileiros traz à tona um panorama preocupante, mas é também uma oportunidade para que as equipes repensem suas estratégias financeiras e busquem soluções que garantam um futuro mais saudável, tanto dentro quanto fora de campo.